Publicação
O crescimento do encarceramento feminino no Brasil e suas repercurssões no estado da Bahia: vulnerabilidade social e o papel da midia na divulgação da mulher infratora
| Resumo: | Este estudo trata do crescimento do encarceramento feminino no estado da Bahia/Brasil, onde se buscou relatar os fatores responsáveis pela ocorrência de tal fenómeno enfaticamente retratado pelos meios midiáticos, tanto ao nível nacional como internacional. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica que se utiliza de fontes primarias e secundarias, com o objetivo de entender o que leva a mulher a cometer ações delituosas e, por consequência, passar por um processo de reeducação e reintegração ao mundo das relações sociais. Para tanto recorreu-se a textos de criminologia, como tratados, livros clássicos, revistas académicas e periódicos, como artigos de jornais e sites especializados na temática. Vale lembrar da contribuição por órgãos públicos como: Infopen, IBGE, IPEA, SEAP, COI, entre outros, tais como: ONG,S que desempenham atividades voltadas a classificação do crime no contexto da sociedade brasileira e bahiana. No primeiro capítulo voltou-se à atenção para uma abordagem sócio-histórica da criminalidade resgatando-se as formas que revestiram as ideias predominantes em cada momento histórico considerados importantes. Agregados a isto enumerou-se várias teorias que subsidiaram de forma epistemológica a elaboração de códigos ou leis processuais. No segundo capítulo a ênfase foi dada a questão do universo feminino caracterizada a partir de teorias que procuram compreender o gênero e suas correlações com o mundo sócio-histórico configurado por uma relação dialética do poder hierarquizado socialmente. Deixando claro que este tipo de relacionamento, dentro do Universo da criminalidade feminina brasileira é sempre marcada como um fenômeno caracterizado pela exclusão da mulher na elaboração e suplementação de políticas públicas pertinentes a questão da criminalidade em discussão. Havendo, no entanto, mudanças de perspectivas nos últimos anos com a pressão exercida sobre o poder público por organismos nacionais e internacionais ( recorda se aqui o dispositivo da Lei Maria da Penha, dentre outros). Prossegue-se a investigação procurando analisar o papel da mídia escrita bahiana e possíveis intenções presentes na tentativa de manutenção de rótulos e estereótipos acerca da mulher infratora resgatando os elementos sócios-culturais que contribuem para essa manutenção. Destacando-se assim, fatores como: pobreza, exclusão social e educação como elementos relevantes à prática de crimes e delitos. Dessa forma a concentração de renda juntamente com o agravamento da pobreza ao longo dos últimos anos representa um desafio a ser superado pelo país no combate a criminalidade e especialmente a Bahia por apresentar o maior número de pessoas extremamente pobres do Brasil. |
|---|---|
| Autores principais: | Santos, Mary Bispo dos |
| Assunto: | Crime Criminalidade Desencarceramento Encarceramento feminino Mídia Criminality Extrication Female incarceration Media |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este estudo trata do crescimento do encarceramento feminino no estado da Bahia/Brasil, onde se buscou relatar os fatores responsáveis pela ocorrência de tal fenómeno enfaticamente retratado pelos meios midiáticos, tanto ao nível nacional como internacional. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica que se utiliza de fontes primarias e secundarias, com o objetivo de entender o que leva a mulher a cometer ações delituosas e, por consequência, passar por um processo de reeducação e reintegração ao mundo das relações sociais. Para tanto recorreu-se a textos de criminologia, como tratados, livros clássicos, revistas académicas e periódicos, como artigos de jornais e sites especializados na temática. Vale lembrar da contribuição por órgãos públicos como: Infopen, IBGE, IPEA, SEAP, COI, entre outros, tais como: ONG,S que desempenham atividades voltadas a classificação do crime no contexto da sociedade brasileira e bahiana. No primeiro capítulo voltou-se à atenção para uma abordagem sócio-histórica da criminalidade resgatando-se as formas que revestiram as ideias predominantes em cada momento histórico considerados importantes. Agregados a isto enumerou-se várias teorias que subsidiaram de forma epistemológica a elaboração de códigos ou leis processuais. No segundo capítulo a ênfase foi dada a questão do universo feminino caracterizada a partir de teorias que procuram compreender o gênero e suas correlações com o mundo sócio-histórico configurado por uma relação dialética do poder hierarquizado socialmente. Deixando claro que este tipo de relacionamento, dentro do Universo da criminalidade feminina brasileira é sempre marcada como um fenômeno caracterizado pela exclusão da mulher na elaboração e suplementação de políticas públicas pertinentes a questão da criminalidade em discussão. Havendo, no entanto, mudanças de perspectivas nos últimos anos com a pressão exercida sobre o poder público por organismos nacionais e internacionais ( recorda se aqui o dispositivo da Lei Maria da Penha, dentre outros). Prossegue-se a investigação procurando analisar o papel da mídia escrita bahiana e possíveis intenções presentes na tentativa de manutenção de rótulos e estereótipos acerca da mulher infratora resgatando os elementos sócios-culturais que contribuem para essa manutenção. Destacando-se assim, fatores como: pobreza, exclusão social e educação como elementos relevantes à prática de crimes e delitos. Dessa forma a concentração de renda juntamente com o agravamento da pobreza ao longo dos últimos anos representa um desafio a ser superado pelo país no combate a criminalidade e especialmente a Bahia por apresentar o maior número de pessoas extremamente pobres do Brasil. |
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