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O conceito de diáspora em tempo de globalização. A relação entre império, lusofonia e “portugalidade”: um contrassenso?

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Resumo:O que significa falar, hoje, em diáspora? A dispersão, associada à origem do conceito, ainda serve de  significado  em  tempo  de  globalização?  Existe  apenas  uma  ou  várias  diásporas?  Com  este  artigo pretendemos observar a evolução do conceito de “diáspora” à luz da ideia de Said (1994) de  que  o  fim  do  colonialismo  não  impediu  que  o  imperialismo  persistisse.  Relacionamos  as  problematizações sobre diáspora feitas, entre outros, por Cohen (1997), Hall (1998), Bhabha (1998), Riggs (2000) e Morier-­‐Genoud & Cahen (2013), chegando ao caso português e à ideia de lusofonia.  A  interculturalidade,  que  promove  a  interpenetração  identitária,  está  patente  na  diáspora? O que acontece quando se associa a diáspora à “portugalidade”? Mesmo que se parta da  ideia  de  que  “o  sentido  é  o  uso”  (Wittgenstein,  1958),  a  ‘naturalização’  de  determinadas  realidades, ideologicamente alinhadas, pode incrementar equívocos e impedir uma dimensão ética, que acontece quando o ‘outro’ entra em cena (Eco, 1997).
Autores principais:Sousa, Vítor Manuel Fernandes Oliveira
Assunto:Diáspora Império Lusofonia Portugalidade Globalização Diaspora Empire Lusophony Globalization
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho

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