Publicação
Análise comparativa dos aspectos alimentares em manuais escolares de 16 países
| Resumo: | A escola, como elemento principal da homogeneização do saber, e o manual escolar, como instrumento didáctico que espelha as políticas educativas e os interesses da sociedade a que se destinam, têm um papel determinante na prevenção e combate aos problemas de foro alimentar bem como na construção de padrões alimentares saudáveis. No âmbito do quadro descrito procedeu-se a uma análise comparativa da informação sobre Educação para a Saúde veiculada pelos manuais escolares de 16 países envolvidos no projecto Europeu BIOHEAD-CITIZEN. Os países envolvidos neste projecto diferem não só pela sua distribuição geográfica mas também, e principalmente, pelo seu desenvolvimento histórico, político e sociocultural, sendo 12 países Europeus (Alemanha, Chipre, Estónia, Finlândia, França, Hungria, Itália, Lituânia, Malta, Polónia, Portugal e Roménia), 3 Africanos (Marrocos, Moçambique e Senegal) e um do Próximo Oriente (Líbano). Utilizou-se uma parte da grelha de análise desenvolvida no projecto acima referido referente à parte dos “Alimentos e Nutrientes”, abrangendo cinco temas: “Tipo de alimento”, “Categoria dos nutrientes”, “Função dos nutrientes”, Dieta equilibrada” e “Requisitos nutricionais”. Da análise comparativa entre os manuais escolares dos 16 países constata-se ser nos da Finlândia onde há mais ocorrências em todos os temas e respectivos parâmetros, tanto em texto como em imagem. Com excepção dos manuais escolares moçambicanos e cipriotas, em que os primeiros não contemplam nenhum parâmetro da “Dieta equilibrada” e os segundos nem desta nem dos “Requisitos nutricionais”, em todos os outros países os aspectos da alimentação e da nutrição são tratados nos manuais escolares. Relativamente aos níveis de intensidade, abrangência e proporcionalidade os dados mostram os 16 países serem significativamente diferentes nos diversos temas, traduzindo assim realidades próprias em vários domínios inerentes a cada país e a cada contexto geo-sócio-económico e político-cultural. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Artur |
| Outros Autores: | Jesus, António C.; Carvalho, Graça Simões de |
| Assunto: | Manuais escolares Alimentação Nutrição Análise comparativa |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A escola, como elemento principal da homogeneização do saber, e o manual escolar, como instrumento didáctico que espelha as políticas educativas e os interesses da sociedade a que se destinam, têm um papel determinante na prevenção e combate aos problemas de foro alimentar bem como na construção de padrões alimentares saudáveis. No âmbito do quadro descrito procedeu-se a uma análise comparativa da informação sobre Educação para a Saúde veiculada pelos manuais escolares de 16 países envolvidos no projecto Europeu BIOHEAD-CITIZEN. Os países envolvidos neste projecto diferem não só pela sua distribuição geográfica mas também, e principalmente, pelo seu desenvolvimento histórico, político e sociocultural, sendo 12 países Europeus (Alemanha, Chipre, Estónia, Finlândia, França, Hungria, Itália, Lituânia, Malta, Polónia, Portugal e Roménia), 3 Africanos (Marrocos, Moçambique e Senegal) e um do Próximo Oriente (Líbano). Utilizou-se uma parte da grelha de análise desenvolvida no projecto acima referido referente à parte dos “Alimentos e Nutrientes”, abrangendo cinco temas: “Tipo de alimento”, “Categoria dos nutrientes”, “Função dos nutrientes”, Dieta equilibrada” e “Requisitos nutricionais”. Da análise comparativa entre os manuais escolares dos 16 países constata-se ser nos da Finlândia onde há mais ocorrências em todos os temas e respectivos parâmetros, tanto em texto como em imagem. Com excepção dos manuais escolares moçambicanos e cipriotas, em que os primeiros não contemplam nenhum parâmetro da “Dieta equilibrada” e os segundos nem desta nem dos “Requisitos nutricionais”, em todos os outros países os aspectos da alimentação e da nutrição são tratados nos manuais escolares. Relativamente aos níveis de intensidade, abrangência e proporcionalidade os dados mostram os 16 países serem significativamente diferentes nos diversos temas, traduzindo assim realidades próprias em vários domínios inerentes a cada país e a cada contexto geo-sócio-económico e político-cultural. |
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