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A União Europeia face à crise dos migrantes e refugiados: um ator dividido sob escrutínio

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação de mestrado pretende analisar de que forma a UE tem respondido à crise dos refugiados e migrantes desde a sua implosão com a Primavera Árabe. Para concretizar este objetivo, foi realizada uma análise dos desenvolvimentos efetuados nas áreas da migração e asilo, ao nível europeu. Foi também efetuada uma análise do posicionamento de determinados Estados Membros, sendo dado particular foco à Alemanha e ao Reino Unido, devido à sua relevância no plano europeu, e à Hungria devido ao seu protagonismo na crise. Esta investigação conclui que, porque foi apanhada na situação de joint decision trap, a UE revela-se incapaz de falar a uma só voz, assistindo-se à divisão da UE europeia na gestão da crise dos migrantes e dos refugiados, que fica evidente nas constantes fricções entre os Estados Membros que se mostram relutantes em contribuir para a edificação de uma resposta europeia. Devido à prevalência do intergovernamentalismo nas áreas de migração e asilo, as instituições comunitárias detêm pouca margem de atuação, face à contínua relutância dos Estados em delegar da sua soberania.
Autores principais:Rijo, Diana Filipa Rodrigues
Assunto:UE Intergovernamentalismo Supranacionalismo Migrante Refugiado Política de migração comum SECA Alemanha Reino Unido Hungria Intergovernmentalism Supranationalism Migrant Refugee European migration policy CEAP Germany United Kingdom Hungary
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação de mestrado pretende analisar de que forma a UE tem respondido à crise dos refugiados e migrantes desde a sua implosão com a Primavera Árabe. Para concretizar este objetivo, foi realizada uma análise dos desenvolvimentos efetuados nas áreas da migração e asilo, ao nível europeu. Foi também efetuada uma análise do posicionamento de determinados Estados Membros, sendo dado particular foco à Alemanha e ao Reino Unido, devido à sua relevância no plano europeu, e à Hungria devido ao seu protagonismo na crise. Esta investigação conclui que, porque foi apanhada na situação de joint decision trap, a UE revela-se incapaz de falar a uma só voz, assistindo-se à divisão da UE europeia na gestão da crise dos migrantes e dos refugiados, que fica evidente nas constantes fricções entre os Estados Membros que se mostram relutantes em contribuir para a edificação de uma resposta europeia. Devido à prevalência do intergovernamentalismo nas áreas de migração e asilo, as instituições comunitárias detêm pouca margem de atuação, face à contínua relutância dos Estados em delegar da sua soberania.