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O impacto da adesão de Portugal à Zona Euro no PIB real per capita: uma aplicação do método do controlo sintético

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta tese avalia o impacto da adesão de Portugal à moeda única sobre o seu desempenho económico de longo prazo, recorrendo ao método do controlo sintético para construir um contrafactual baseado em economias que não integraram a área do euro. O objetivo central consiste em determinar se a trajetória do produto interno bruto real per capita após 1999 diverge de forma sistemática daquela que teria sido observada num regime monetário alternativo plausível. O trabalho articula enquadramento histórico e institucional da União Económica e Monetária, análise teórica assente na literatura das Zonas Monetárias Ótimas e um estudo detalhado da evolução macroeconómica portuguesa antes e depois da entrada no euro. A estratégia empírica baseia-se na construção de uma unidade sintética que reproduz com elevada proximidade a trajetória portuguesa no período pré-1999, recorrendo a preditores macroeconómicos relevantes. Os resultados indicam que, embora se observem períodos de divergência entre Portugal e a unidade sintética no pós-1999, essa evidência não é suficientemente robusta para sustentar a conclusão de que a adesão ao euro tenha conduzido a uma trajetória de crescimento substancialmente distinta. As conclusões sugerem que o regime monetário constituiu apenas um dos vários fatores relevantes na evolução económica portuguesa, interagindo com fragilidades estruturais pré-existentes e limitações institucionais da Zona Euro.
Autores principais:Télica, Carlos Massampo
Assunto:Controlo sintético Crescimento económico de Portugal Moeda única Zona Euro Zonas Monetárias Ótimas Economic and Monetary Union Economic growth in Portugal Euro Optimum Currency Areas Synthetic Control
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta tese avalia o impacto da adesão de Portugal à moeda única sobre o seu desempenho económico de longo prazo, recorrendo ao método do controlo sintético para construir um contrafactual baseado em economias que não integraram a área do euro. O objetivo central consiste em determinar se a trajetória do produto interno bruto real per capita após 1999 diverge de forma sistemática daquela que teria sido observada num regime monetário alternativo plausível. O trabalho articula enquadramento histórico e institucional da União Económica e Monetária, análise teórica assente na literatura das Zonas Monetárias Ótimas e um estudo detalhado da evolução macroeconómica portuguesa antes e depois da entrada no euro. A estratégia empírica baseia-se na construção de uma unidade sintética que reproduz com elevada proximidade a trajetória portuguesa no período pré-1999, recorrendo a preditores macroeconómicos relevantes. Os resultados indicam que, embora se observem períodos de divergência entre Portugal e a unidade sintética no pós-1999, essa evidência não é suficientemente robusta para sustentar a conclusão de que a adesão ao euro tenha conduzido a uma trajetória de crescimento substancialmente distinta. As conclusões sugerem que o regime monetário constituiu apenas um dos vários fatores relevantes na evolução económica portuguesa, interagindo com fragilidades estruturais pré-existentes e limitações institucionais da Zona Euro.