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Ironia, interpretação e reprogramação

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Resumo:“Ironia, Interpretação e Reprogramação” é uma investigação em torno do entendimento de arquitetura na contemporaneidade. À volta do conceito de arquitetura, medem-se os limites e confrontam-se perspetivas numa contínua procura de compreender a disciplina. Perceber a sua extensão é tocar as relações que a agarram a outras matérias como a arte, a filosofia, a economia e a política. A ironia, é o mote e o método processual que se constrói perante a procura desse entendimento. Como exercício crítico e de autorreflexão, a ironia constitui um campo instável, fluído e rizomático onde a prática da investigação se dá por múltiplas conexões e desconexões. Assumida essa complexidade, ela apresenta-se como um desafio à interpretação que por usa vez é problematizada através da relação entre indivíduo e esfera pública. Esta dimensão de comunicação importa ser explorada como um processo aberto de participação tanto do ponto de vista do indivíduo de comunica como do público que acolhe e lhe reage. É nessa interação que encontramos a ação irónica. A reprogramação é vista como um estado resultante após a ação irónica, uma reorganização das ligações, uma evidência da instabilidade, da efemeridade e da contínua transformação dos acordos pré-estabelecidos. A relação da reprogramação com a arquitetura procura fazer com que centremos o foco na função política da disciplina e do arquiteto, repensando a dinâmica das duas práticas internamente, mas sobretudo a pertinência crítica do seu discurso e capacidade de interpretação e intervenção ativa sobre a realidade. Importa descobrir como pode ser a arquitetura reprogramada e como pode ela ser também uma força reprogramadora.
Autores principais:Teixeira, Tiago Filipe Olaio
Assunto:Crítica Interpretação Ironia Ligação Reprogramação Criticism Connection Interpretation Irony Reprogramming
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:“Ironia, Interpretação e Reprogramação” é uma investigação em torno do entendimento de arquitetura na contemporaneidade. À volta do conceito de arquitetura, medem-se os limites e confrontam-se perspetivas numa contínua procura de compreender a disciplina. Perceber a sua extensão é tocar as relações que a agarram a outras matérias como a arte, a filosofia, a economia e a política. A ironia, é o mote e o método processual que se constrói perante a procura desse entendimento. Como exercício crítico e de autorreflexão, a ironia constitui um campo instável, fluído e rizomático onde a prática da investigação se dá por múltiplas conexões e desconexões. Assumida essa complexidade, ela apresenta-se como um desafio à interpretação que por usa vez é problematizada através da relação entre indivíduo e esfera pública. Esta dimensão de comunicação importa ser explorada como um processo aberto de participação tanto do ponto de vista do indivíduo de comunica como do público que acolhe e lhe reage. É nessa interação que encontramos a ação irónica. A reprogramação é vista como um estado resultante após a ação irónica, uma reorganização das ligações, uma evidência da instabilidade, da efemeridade e da contínua transformação dos acordos pré-estabelecidos. A relação da reprogramação com a arquitetura procura fazer com que centremos o foco na função política da disciplina e do arquiteto, repensando a dinâmica das duas práticas internamente, mas sobretudo a pertinência crítica do seu discurso e capacidade de interpretação e intervenção ativa sobre a realidade. Importa descobrir como pode ser a arquitetura reprogramada e como pode ela ser também uma força reprogramadora.