Publicação

Avaliação da perceção da influência do conforto térmico na produtividade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A luta por um ambiente de trabalho saudável e trabalhadores saudáveis é um pré-requisito para a inovação e produtividade numa economia baseada no conhecimento, ganhando cada vez mais espaço nas empresas. O desconforto térmico constitui um risco a nível industrial, no entanto, o impacto que o conforto térmico tem na produtividade continua por avaliar. A análise da perceção individual do trabalhador acerca da relação do conforto térmico com a produtividade e as implicações desta sobre o seu comportamento revela-se muito importante nos dias de hoje, uma vez que, as empresas valorizam a participação ativa dos trabalhadores para o melhoramento das condições de trabalho. Neste sentido, o presente estudo foi concebido tendo como objetivo avaliar a perceção da influência do conforto térmico na produtividade, sendo que, para tal se recorreu a uma empresa do ramo automóvel na qual foram escolhidos dois locais distintos em termos de ambiente térmico, sensações térmicas e níveis de produtividade mas com o desenvolvimento de tarefas semelhantes a nível metabólico. Procedeu-se à medição dos parâmetros físicos do ambiente térmico, à recolha dos níveis de produtividade, à avaliação do conforto térmico e, através de questionários, à avaliação das sensações térmicas experienciadas e da perceção dos participantes relativamente à influência do conforto e das sensações térmicas na produtividade. É de salientar o facto de todos estes procedimentos terem sido efetuados em dois turnos de trabalho a 28 participantes, no total. Os resultados obtidos permitiram verificar que os parâmetros físicos do ambiente térmico, ou seja, temperatura do ar, humidade relativa, temperatura do globo e velocidade do ar se encontram dentro dos valores recomendados no que se refere ao conforto dos trabalhadores. Relativamente às sensações térmicas verificou-se que a maioria dos participantes se sentia confortável, pois relatavam uma sensação térmica neutra e se lhes fosse permitido não fariam alterações na sua sensação térmica. Quanto à perceção que os participantes têm relativamente à influência do conforto térmico na produtividade, grande parte dos participantes considerou que nem o frio nem o calor aumentam a produtividade e que não há influência positiva do desconforto térmico na produtividade. Quando a temperatura do ar, a humidade relativa e a velocidade do ar aumentam a produtividade não sofre qualquer alteração devido ao facto destes parâmetros se encontrarem dentro dos limites de conforto térmico. Por outro lado, a temperatura do globo afeta a produtividade de uma forma positiva, ou seja, o aumento da temperatura do globo, apesar de significar o aumento da sensação térmica não significa que as pessoas sintam desconforto, uma vez que, a produtividade aumenta. Constatou-se ainda que não houve correlação significativa entre as sensações térmicas experienciadas e a perceção que os participantes têm acerca da influência do conforto térmico na produtividade verificando-se, por isso, a necessidade de novos métodos na avaliação das perceções.
Autores principais:Dias, Ana Alexandra Cunha
Assunto:Conforto térmico Perceção Produtividade Thermal comfort Perception Productivity
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A luta por um ambiente de trabalho saudável e trabalhadores saudáveis é um pré-requisito para a inovação e produtividade numa economia baseada no conhecimento, ganhando cada vez mais espaço nas empresas. O desconforto térmico constitui um risco a nível industrial, no entanto, o impacto que o conforto térmico tem na produtividade continua por avaliar. A análise da perceção individual do trabalhador acerca da relação do conforto térmico com a produtividade e as implicações desta sobre o seu comportamento revela-se muito importante nos dias de hoje, uma vez que, as empresas valorizam a participação ativa dos trabalhadores para o melhoramento das condições de trabalho. Neste sentido, o presente estudo foi concebido tendo como objetivo avaliar a perceção da influência do conforto térmico na produtividade, sendo que, para tal se recorreu a uma empresa do ramo automóvel na qual foram escolhidos dois locais distintos em termos de ambiente térmico, sensações térmicas e níveis de produtividade mas com o desenvolvimento de tarefas semelhantes a nível metabólico. Procedeu-se à medição dos parâmetros físicos do ambiente térmico, à recolha dos níveis de produtividade, à avaliação do conforto térmico e, através de questionários, à avaliação das sensações térmicas experienciadas e da perceção dos participantes relativamente à influência do conforto e das sensações térmicas na produtividade. É de salientar o facto de todos estes procedimentos terem sido efetuados em dois turnos de trabalho a 28 participantes, no total. Os resultados obtidos permitiram verificar que os parâmetros físicos do ambiente térmico, ou seja, temperatura do ar, humidade relativa, temperatura do globo e velocidade do ar se encontram dentro dos valores recomendados no que se refere ao conforto dos trabalhadores. Relativamente às sensações térmicas verificou-se que a maioria dos participantes se sentia confortável, pois relatavam uma sensação térmica neutra e se lhes fosse permitido não fariam alterações na sua sensação térmica. Quanto à perceção que os participantes têm relativamente à influência do conforto térmico na produtividade, grande parte dos participantes considerou que nem o frio nem o calor aumentam a produtividade e que não há influência positiva do desconforto térmico na produtividade. Quando a temperatura do ar, a humidade relativa e a velocidade do ar aumentam a produtividade não sofre qualquer alteração devido ao facto destes parâmetros se encontrarem dentro dos limites de conforto térmico. Por outro lado, a temperatura do globo afeta a produtividade de uma forma positiva, ou seja, o aumento da temperatura do globo, apesar de significar o aumento da sensação térmica não significa que as pessoas sintam desconforto, uma vez que, a produtividade aumenta. Constatou-se ainda que não houve correlação significativa entre as sensações térmicas experienciadas e a perceção que os participantes têm acerca da influência do conforto térmico na produtividade verificando-se, por isso, a necessidade de novos métodos na avaliação das perceções.