| Resumo: | Podemos referir que existe um paralelismo entre o período de 1918-1920 e 2019-2021 no que diz respeito à existência de doenças epidémicas com alcance mundial. Deste modo, a crise pandémica de Covid-19 veio relembrar-nos as doenças ancestrais: a Gripe Espanhola, o Tifo Exantemático e a Varíola. Estas foram as principais enfermidades que grassaram na sociedade portuguesa no início do século XX. Através da análise dos jornais, bases primárias e intemporais, é possível retratar o efeito destas pandemias numa sociedade. Desta forma, este paralelismo permite gerar reflexões acerca do modo como as doenças contagiosas eram encaradas pela sociedade e se havia uma aceitação generalizada ou uma inércia relativamente ao tema. O foco deste estudo é analisar em que medida a evolução dos episódios pandémicos trouxe um maior enfoque do problema na imprensa local. Assim, através da comparação das pandemias mencionadas, que grassavam na sociedade portuguesa, nomeadamente na cidade de Braga, pretende-se refletir em que medida eram tidas em conta pelos indivíduos. Além disso, será importante entender se uma maior divulgação de notícias de teor epidémico estaria associada a um maior número de mortes. Como estratégia metodológica foi realizado um teste de Dickey-Fuller para cada um dos episódios que correspondem ao período entre 1918 e 1920 e 2020 e 2021. Através deste teste foi possível investigarmos a estacionaridade de cada série. Posteriormente, para analisar a relação de cointegração, é usada a estimação por autorregressive distributed lags, que permite estudar a qualidade da relação entre a evolução de notícias e o número de óbitos. Sendo a economia uma ciência social que nos ajuda a encontrar respostas para um determinado fenómeno social foi possível, através deste estudo, explicar o comportamento dos cidadãos perante um acontecimento. Por outro lado, podemos refletir como a informação foi percecionada por estes, além da sua consciencialização relativamente a um tema muito sensível. |