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Categorização e concetualização: da metáfora/metonímia e sinestesia à sintonímia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A partir da análise de um conjunto de 843 inquéritos sobre a associação de cores a um conjunto de provérbios portugueses, verifica-se inequivocamente que o acionamento das cores, no processo de interpretação semântica, não é aleatório. Procurando compreender e explicar como se organizam as múltiplas relações linguístico-cognitivas que justificam as associações que os inquiridos fizeram, defendemos que a mente não faz fronteiras rígidas entre os complexos processos de que se serve, os quais a tradição reparte em processos metafóricos, metonímicos e sinestésicos. Os dados parecem demonstrar que as cores atribuídas aos provérbios em causa comprovam, pelo contrário, a profunda implicação entre os três processos e, por isso, a justificação de aceitarmos que a mente não é, à vez, metafórica, metonímica, e sinestética, mas que, frequentemente, implica o funcionamento num continuum associativo que designamos por “sintonímia”.
Autores principais:Teixeira, José
Assunto:Sintonímia Linguagem e cognição Concetualização Metáfora concetual Cores e línguas naturais Sinestesia Humanidades::Línguas e Literaturas Educação de qualidade
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A partir da análise de um conjunto de 843 inquéritos sobre a associação de cores a um conjunto de provérbios portugueses, verifica-se inequivocamente que o acionamento das cores, no processo de interpretação semântica, não é aleatório. Procurando compreender e explicar como se organizam as múltiplas relações linguístico-cognitivas que justificam as associações que os inquiridos fizeram, defendemos que a mente não faz fronteiras rígidas entre os complexos processos de que se serve, os quais a tradição reparte em processos metafóricos, metonímicos e sinestésicos. Os dados parecem demonstrar que as cores atribuídas aos provérbios em causa comprovam, pelo contrário, a profunda implicação entre os três processos e, por isso, a justificação de aceitarmos que a mente não é, à vez, metafórica, metonímica, e sinestética, mas que, frequentemente, implica o funcionamento num continuum associativo que designamos por “sintonímia”.