| Resumo: | Este estudo tem como objectivo estimar o impacto da qualidade da vinculação em aspectos importantes da adaptação da mãe adolescente à maternidade, nomeadamente na qualidade da relação que estabelece com as figuras significativas, com o terapeuta e com o bebé e no nível de sintomatologia psicopatológica que apresenta. A amostra constituiu-se por 20 adolescentes grávidas, sujeitas a intervenção psicológica, e por três terapeutas. Na primeira e na última sessão do processo psicoterapêutico, conduzido na Maternidade de Júlio Dinis (Porto), foram administrados os instrumentos do estudo - Attachment Style Interview (Bifulco, Brown, & Harris, 1995), Self-Evaluation and Social Support (Brown, Bifulco, Veiel, & Andrews, 1990), Brief Symptoms Inventory (Derogatis, 1993) - no sentido de avaliar, respectivamente, o estilo de vinculação, a qualidade de relacionamento com as figuras de suporte e a presença de sintomatologia psicopatológica, durante a gravidez e aos 3 meses do pós-parto. Na quarta e na última sessão, aplicou-se o Working Alliance Inventory (Horwath, 1981, 1982), para avaliar a percepção da aliança terapêutica pelo cliente e pelo psicoterapeuta. Na última sessão, usaram-se ainda o Mother-Baby Bonding Questionnaire (Taylor, Adams, Doré, Kumar, & Glover, 2001) e as Parenting Scales (Bifulco, 1999), que avaliam o tipo de afectos da mãe em relação ao bebé e a qualidade do desempenho da mãe no papel parental. Os resultados mostram relações significativas entre o estilo de vinculação, o relacionamento com as figuras significativas, a aliança terapêutica, bem como a influência destas variáveis na qualidade da relação que a mãe estabelece com o bebé. |