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Impact of HIV-1 genetic diversity on the interaction with host cells

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Resumo:Em 2019, estima-se que 38 milhões de pessoas viveriam infetadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH). Atualmente, não existe uma cura para a infeção por VIH e a extensa variabilidade genética do vírus representa um dos maiores obstáculos para acabar com a proliferação da pandemia e desenvolver uma terapia eficiente. O Brasil é o país com o maior número de pessoas infetadas por VIH na América Latina, apresentando uma distribuição heterogénea de subtipos e recombinantes virais pelas suas diferentes regiões geográficas. Perceber a epidemia do VIH-1 no Brasil poderá dar-nos informações valiosas sobre a diversidade genética do vírus e da sua relação com as características genéticas e sociodemográficas da população. Assim, primeiramente, neste estudo, tentamos perceber a dinâmica das mutações de resistência em pacientes em falência terapêutica no Brasil, entre 2008 e 2017, e, posteriormente, tentamos investigar a epidemiologia molecular e a evolução dos subtipos de VIH neste país. Os nossos resultados revelaram uma prevalência de mutações de resistência elevada na população estudada, apesar de um decréscimo ter sido observado ao longo dos anos. Contrariamente, um aumento significativo foi observado na prevalência da mutação de resistência a inibidores da transcriptase reversa K65R, seguindo as alterações efetuadas a nível dos fármacos recomendados para tratamento. Foi, também, encontrada evidencia de transmissão da mutação e os nossos resultados sugeriram que a mesma poderia aumentar o reconhecimento viral pelo HLA-B27, que tem uma prevalência relativamente reduzida na população braseira. Mais ainda, foi verificado um aumento na prevalência do subtipo C, especialmente no Sul, onde é dominante. Encontramos, também, evidencia de transmissão do subtipo C entre o Sul e outras regiões do Brasil, apesar de a sua proporção ser pequena nestas áreas. Adicionalmente, este subtipo foi mais associado a baixos níveis de imunossupressão e a transmissão de mulher para homem e mãe para filho, do que o subtipo B, sustentando a hipótese que alguns subtipos podem tirar partido de períodos assintomáticos mais longos e das características sociodemográficas da população para proliferar. No geral, estes resultados reforçam a importância de se perceber a dinâmica da expansão do VIH e da monitorização das mutações de resistência, de modo a serem criadas diretrizes de controlo e tratamento mais específicas, para se reduzir o fardo da epidemia do VIH.
Autores principais:Pereira, Ana Alexandra de Portugal dos Santos
Assunto:VIH-1 Diversidade genética Subtipos Mutações de resistência Brasil HIV-1 Genetic diversity Subtypes Drug resistance mutation Brazil
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
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