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Entre género e sexo, o papel da sociedade e o papel da biologia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As abordagens sobre género estão hoje na ordem do dia, presentes em vários setores de atividade e relacionamento humano. Assim, quer se trate de uma forma de tratamento social, quer de um concurso a um emprego, quer na escola, no comércio ou nos canais de debate e reflexão mais alargados, confrontamo-nos com um evoluir da sociedade que traz para a discussão e para a consciência um cuidado para a não discriminação da pessoa em consequência do género que desempenha na sociedade. E sim, do género, pois esse é o papel que a sociedade espera do indivíduo. Por seu turno, o conceito de sexo tem vindo a perder terreno educativo e a ser criticado, por ser associado a uma visão redutora de sexualidade, relacionamento e afetos. Nota-se até alguma relutância em pronunciar ou escrever a palavra sexo em contextos formais de reuniões profissionais e em formulários de recolha de dados, tendendo a optar-se por “género” em vez de “sexo”, factos que temos vindo a observar. No que respeita a investigação e produção académica/científica temos vindo a assistir a um foco crescente nos assuntos relativos ao género, em detrimento do conhecimento científico de índole biológica, mais precisamente morfológica e fisiológica. Procuremos então evidenciar as diversas dimensões do ser humano que são tocadas para construir um equilíbrio entre o ter, o ser e o sentir destas questões de género e de sexo.
Autores principais:Anastácio, Zélia
Assunto:Género Sexo Constructo social Biologia Ciências Naturais::Ciências Biológicas Ciências Sociais::Ciências da Educação Igualdade de género
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As abordagens sobre género estão hoje na ordem do dia, presentes em vários setores de atividade e relacionamento humano. Assim, quer se trate de uma forma de tratamento social, quer de um concurso a um emprego, quer na escola, no comércio ou nos canais de debate e reflexão mais alargados, confrontamo-nos com um evoluir da sociedade que traz para a discussão e para a consciência um cuidado para a não discriminação da pessoa em consequência do género que desempenha na sociedade. E sim, do género, pois esse é o papel que a sociedade espera do indivíduo. Por seu turno, o conceito de sexo tem vindo a perder terreno educativo e a ser criticado, por ser associado a uma visão redutora de sexualidade, relacionamento e afetos. Nota-se até alguma relutância em pronunciar ou escrever a palavra sexo em contextos formais de reuniões profissionais e em formulários de recolha de dados, tendendo a optar-se por “género” em vez de “sexo”, factos que temos vindo a observar. No que respeita a investigação e produção académica/científica temos vindo a assistir a um foco crescente nos assuntos relativos ao género, em detrimento do conhecimento científico de índole biológica, mais precisamente morfológica e fisiológica. Procuremos então evidenciar as diversas dimensões do ser humano que são tocadas para construir um equilíbrio entre o ter, o ser e o sentir destas questões de género e de sexo.