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Matérias cerâmicas naturais não plásticas – contributo para uma sistemática de fontes e produtos nacionais

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Resumo:Entre os minerais industriais nacionais, os recursos de minerais cerâmicos podem considerar-se os mais relevantes, tanto no que respeita à mineração como no que respeita ao consumo interno e à exportação. De entre estes, os materiais não plásticos e particularmente, os feldspatos de melhor “rank”, atingiram o pico de produção nacional nos anos 80 do século XX. Desde, então a produção mais consistente foi assegurada a partir de jazidas de misturas quartzo-feldspáticas, de tipo aplito- -pegmatítico, leucogranítico e porfírico. Esta tendência foi acompanhada de um “up grade” significativo das instalações de processamento de pastas cerâmicas, tanto no que respeita à entrada em funcionamento de equipamentos de base tecnológica mais avançada, como no que respeita à implementação de rotinas laboratoriais mais ajustadas, dedicadas à previsão e monitorização dos desempenhos industriais. Recentemente, assiste-se a uma deriva da mineração no sentido de apuramento de co-produtos, que ocorrem nas mesmas jazidas, sobretudo no caso dos aplito-pegmatitos exo-graníticos. Passaram a ser co-produtos a considerar, os diferentes minérios de lítio, a tantalite e por vezes minerais industriais abrasivos tais como a granada. No caso das matérias primas feldspáticas mantém-se esta tendência. Surgiram, entretanto, recursos base de outras matérias primas não plásticas, referidas em termos gerais como produtos não feldspáticos, que ocorrem em depósitos de tipo paleoplacere (metagrauvaques e metaconglomerados), em depósitos de tipo metassomático (“skarns”, rochas metacarbonatadas siliciosas e calcossilicatadas) e em depósitos de segregação metamórfica (veios e andaluzititos). Os minerais que interessa considerar, neste caso, são: quartzo, volastonite, diópsido, talco, grafite, zircão e andaluzite. O controlo geológico geral da distribuição dos depósitos de minerais cerâmicos obedece à estruturação Varisca, pelo que, do ponto de vista geométrico, a conformação observada na geografia das ocorrências se aproxima daquela que é própria da Cintura Pegmatítica Centro Ibérica, mesmo no caso dos não feldspáticos. Pode vir a assistir-se a multiplicações de alguns valores globais de produção tendo em conta as tendências de evolução tecnológica dado que aumentam as possibilidades de combinação de materiais naturais em pastas cujo controlo do desempenho em produção cerâmica pode ser monitorizado e corrigido em tempo útil e se têm tornado mais fáceis os procedimentos de co-produção e sub-produção com valorização primordial dos diferentes materiais, à boca da mina.
Autores principais:Gomes, C. Leal
Assunto:Cerâmico Não plástico Aplito-pegmatito Veio "Skarn” Paleo-placere
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Entre os minerais industriais nacionais, os recursos de minerais cerâmicos podem considerar-se os mais relevantes, tanto no que respeita à mineração como no que respeita ao consumo interno e à exportação. De entre estes, os materiais não plásticos e particularmente, os feldspatos de melhor “rank”, atingiram o pico de produção nacional nos anos 80 do século XX. Desde, então a produção mais consistente foi assegurada a partir de jazidas de misturas quartzo-feldspáticas, de tipo aplito- -pegmatítico, leucogranítico e porfírico. Esta tendência foi acompanhada de um “up grade” significativo das instalações de processamento de pastas cerâmicas, tanto no que respeita à entrada em funcionamento de equipamentos de base tecnológica mais avançada, como no que respeita à implementação de rotinas laboratoriais mais ajustadas, dedicadas à previsão e monitorização dos desempenhos industriais. Recentemente, assiste-se a uma deriva da mineração no sentido de apuramento de co-produtos, que ocorrem nas mesmas jazidas, sobretudo no caso dos aplito-pegmatitos exo-graníticos. Passaram a ser co-produtos a considerar, os diferentes minérios de lítio, a tantalite e por vezes minerais industriais abrasivos tais como a granada. No caso das matérias primas feldspáticas mantém-se esta tendência. Surgiram, entretanto, recursos base de outras matérias primas não plásticas, referidas em termos gerais como produtos não feldspáticos, que ocorrem em depósitos de tipo paleoplacere (metagrauvaques e metaconglomerados), em depósitos de tipo metassomático (“skarns”, rochas metacarbonatadas siliciosas e calcossilicatadas) e em depósitos de segregação metamórfica (veios e andaluzititos). Os minerais que interessa considerar, neste caso, são: quartzo, volastonite, diópsido, talco, grafite, zircão e andaluzite. O controlo geológico geral da distribuição dos depósitos de minerais cerâmicos obedece à estruturação Varisca, pelo que, do ponto de vista geométrico, a conformação observada na geografia das ocorrências se aproxima daquela que é própria da Cintura Pegmatítica Centro Ibérica, mesmo no caso dos não feldspáticos. Pode vir a assistir-se a multiplicações de alguns valores globais de produção tendo em conta as tendências de evolução tecnológica dado que aumentam as possibilidades de combinação de materiais naturais em pastas cujo controlo do desempenho em produção cerâmica pode ser monitorizado e corrigido em tempo útil e se têm tornado mais fáceis os procedimentos de co-produção e sub-produção com valorização primordial dos diferentes materiais, à boca da mina.