Publicação
Perceções de cuidadores sobre vivências em Lares de Infância e Juventude
| Resumo: | Esta investigação teve como principal objetivo conhecer as perceções dos profissionais, que trabalham em Lares de Acolhimento de Infância e Juventude (LIJ’s), sobre as suas práticas profissionais junto de crianças e jovens, sobre o modo como é iniciado, desenvolvido e finalizado um processo de acolhimento, designado de “Projeto de Vida”, com vista a uma maior autonomia de jovens residentes. Com esse propósito, realizámos 20 entrevistas a profissionais e a voluntários, em três LIJ’s da região norte do país - Portugal. Utilizámos uma metodologia qualitativa, um estudo de caso, com a técnica de análise de conteúdo, em que obtivemos uma categorização das entrevistas, por recurso ao software MAXQDA 12, com 3 códigos e 9 subcódigos. Como resultados, podemos afirmar que, através da criação de vínculos afetivos entre um educador privilegiado e a criança/jovem, além de um sentimento de pertença ao LIJ, se enquadra um processo relacional, numa base de proximidade/confiança em que seja privilegiado o bem-estar subjetivo. É referido a importância do primeiro momento do acolhimento. São outros fatores de análise os condicionantes de vida em grupo. O apoio/suporte efetivo a residente por adultos, outros jovens e colegas de escola, o incentivo à individualidade nos espaços físicos, justificando-se intervir e preparar o retorno à família, em certas situações. Existe a possibilidade de os residentes concluírem os seus estudos, além da escolariedade obrigatória. Outras conclusões da investigação realçam a importância da formação dos cuidadores em desenvolvimento e aprendizagem. Constata-se a escassa intervenção junto de famílias, reportada à limitação de recursos humanos, para que haja o retorno da criança ao seu meio. Pretende-se proporcionar, além do retorno a famílias, a autonomia e independência social de jovens adultos. |
|---|---|
| Autores principais: | Lopes, Alice Leite |
| Assunto: | Lar de infância e juventude Perceções Cuidador Residentes Famílias Formação Youth and child care homes Perceptions Caregiver Residents Families Formation |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Esta investigação teve como principal objetivo conhecer as perceções dos profissionais, que trabalham em Lares de Acolhimento de Infância e Juventude (LIJ’s), sobre as suas práticas profissionais junto de crianças e jovens, sobre o modo como é iniciado, desenvolvido e finalizado um processo de acolhimento, designado de “Projeto de Vida”, com vista a uma maior autonomia de jovens residentes. Com esse propósito, realizámos 20 entrevistas a profissionais e a voluntários, em três LIJ’s da região norte do país - Portugal. Utilizámos uma metodologia qualitativa, um estudo de caso, com a técnica de análise de conteúdo, em que obtivemos uma categorização das entrevistas, por recurso ao software MAXQDA 12, com 3 códigos e 9 subcódigos. Como resultados, podemos afirmar que, através da criação de vínculos afetivos entre um educador privilegiado e a criança/jovem, além de um sentimento de pertença ao LIJ, se enquadra um processo relacional, numa base de proximidade/confiança em que seja privilegiado o bem-estar subjetivo. É referido a importância do primeiro momento do acolhimento. São outros fatores de análise os condicionantes de vida em grupo. O apoio/suporte efetivo a residente por adultos, outros jovens e colegas de escola, o incentivo à individualidade nos espaços físicos, justificando-se intervir e preparar o retorno à família, em certas situações. Existe a possibilidade de os residentes concluírem os seus estudos, além da escolariedade obrigatória. Outras conclusões da investigação realçam a importância da formação dos cuidadores em desenvolvimento e aprendizagem. Constata-se a escassa intervenção junto de famílias, reportada à limitação de recursos humanos, para que haja o retorno da criança ao seu meio. Pretende-se proporcionar, além do retorno a famílias, a autonomia e independência social de jovens adultos. |
|---|