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A partir de Hubert Robert: da ruína como campo indeciso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resultado de uma longa colaboração entre o homem e a natureza, o espaço abandonado condensa num só tempo muitos dos tempos, rompendo a disposição ordenada do mundo e revelando universos sobrepostos e frequentemente despercebidos ao olhar comum. Da acumulação do processo de deterioração com a incerteza de um devir em movimento, ganha contornos um território vago, fértil nas suas possibilidades de descodificação e apropriação: espaços incertos que convivem entre a invisibilidade, o conflito, e o mundo onírico; fragmentos heterogéneos que reclamam a constante descoberta do seu valor, entre a monumentalização e a banalização conforme os olhares que os apreciam; lugares desprovidos de função e sem nome que não se reconhecem em categorizações ortodoxas, que não pertencem nem ao domínio da sombra nem ao da luz; espaços re- siduais onde confluem a instabilidade de distintos tempos com naturezas híbridas, resistentes. Mas que são também, simultaneamente, uma lembrança da história e do passado, uma reflexão sobre o estado do mundo.
Autores principais:Oliveira, Maria Manuel
Assunto:ruínas, fragmentos, sobreposições abertas,campo indeciso
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Resultado de uma longa colaboração entre o homem e a natureza, o espaço abandonado condensa num só tempo muitos dos tempos, rompendo a disposição ordenada do mundo e revelando universos sobrepostos e frequentemente despercebidos ao olhar comum. Da acumulação do processo de deterioração com a incerteza de um devir em movimento, ganha contornos um território vago, fértil nas suas possibilidades de descodificação e apropriação: espaços incertos que convivem entre a invisibilidade, o conflito, e o mundo onírico; fragmentos heterogéneos que reclamam a constante descoberta do seu valor, entre a monumentalização e a banalização conforme os olhares que os apreciam; lugares desprovidos de função e sem nome que não se reconhecem em categorizações ortodoxas, que não pertencem nem ao domínio da sombra nem ao da luz; espaços re- siduais onde confluem a instabilidade de distintos tempos com naturezas híbridas, resistentes. Mas que são também, simultaneamente, uma lembrança da história e do passado, uma reflexão sobre o estado do mundo.