Publicação
Street Art como veículo publicitário: estratégia de comunicação adotada pelas marcas de draw customers in
| Resumo: | Desde as "latas de sopa Campbell Cans" de Andy Warhol que as linhas entre a publicidade e a arte têm vindo a esbater-se. Afinal, o que é o marketing senão a expressão artística de uma marca e uma ligação a um conceito? A saturação de anúncios num mundo globalizado, em que os produtos se esbatem pela reduzida diferenciação e os consumidores são donos de uma exigência alarmante, “obriga” as marcas a inovar na procura de novas estratégias comunicativas que gerem valor e envolvimento dos consumidores. Recorrer ao que era considerado como um ato de contracultura poderia ser considerado um passo em falso. Mas não será antes um risco calculado? Através da street art, a veia da arte liga a marca aos consumidores pois, não só, é direcionada a atenção para a marca, como também, para a sua identidade e objetivos. A sua eflorescência inesperada, a autenticidade e o uso criativo e provocador dos materiais artísticos, envolvem o consumidor numa viagem cognitiva, afetiva e comportamental. Numa era onde a vida tem a sua expressão online e onde uma fotografia percorre o mundo, o potencial do mural urbano publicitário intensifica-se, ao passar do analógico para o digital, uma vertente do combate à efemeridade e às limitações geográficas. Das ruas somos transportados para o digital, através dos logótipos, redes sociais, websites, hashtags ou QR Codes presentes nos murais. A arte urbana como mural publicitário, desperta o interesse voluntário que conduz até à marca e à vontade de saber mais. As motivações da apropriação da street art pelas marcas são desvendadas através de seis entrevistas realizadas a agentes intervencionistas nesta estratégia de comunicação - agências de publicidade e de meios (Uzina, American Guerrilla Marketing, Beautify Earth, Global Street Art Agency, Instagrafite) e a uma artista (C’Marie), e da análise de um catálogo de campanhas publicitárias em que a street art é usada como meio, material artístico e mensagem. Agregadamente, questionários aos consumidores foram realizados, obtendo, no total, 175 respostas: 60 no estudo 1, 58 no estudo 2, e 57 no estudo 3. As marcas, ao utilizarem a street art como veículo publicitário, sob forma de diversas motivações, como alcançar o reconhecimento da marca pela comunidade local, posicionar-se perante os consumidores como uma marca criativa, autêntica e inovadora, e despertar do público-alvo para a venda de um determinado produto, devem fazê-lo recorrendo a um adequado uso da street art, de forma que, a mensagem publicitária se traduza numa experiência autêntica, envolvente, estética, original e relevante ao público-alvo, contribuindo, assim, para o estabelecer de uma relação entre consumidor, publicidade e marca. |
|---|---|
| Autores principais: | Alves, Carina Alexandra Pereira |
| Assunto: | Street art Publicidade Marca Envolvimento Consumidor Advertising Brand Involvement Consumer |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Desde as "latas de sopa Campbell Cans" de Andy Warhol que as linhas entre a publicidade e a arte têm vindo a esbater-se. Afinal, o que é o marketing senão a expressão artística de uma marca e uma ligação a um conceito? A saturação de anúncios num mundo globalizado, em que os produtos se esbatem pela reduzida diferenciação e os consumidores são donos de uma exigência alarmante, “obriga” as marcas a inovar na procura de novas estratégias comunicativas que gerem valor e envolvimento dos consumidores. Recorrer ao que era considerado como um ato de contracultura poderia ser considerado um passo em falso. Mas não será antes um risco calculado? Através da street art, a veia da arte liga a marca aos consumidores pois, não só, é direcionada a atenção para a marca, como também, para a sua identidade e objetivos. A sua eflorescência inesperada, a autenticidade e o uso criativo e provocador dos materiais artísticos, envolvem o consumidor numa viagem cognitiva, afetiva e comportamental. Numa era onde a vida tem a sua expressão online e onde uma fotografia percorre o mundo, o potencial do mural urbano publicitário intensifica-se, ao passar do analógico para o digital, uma vertente do combate à efemeridade e às limitações geográficas. Das ruas somos transportados para o digital, através dos logótipos, redes sociais, websites, hashtags ou QR Codes presentes nos murais. A arte urbana como mural publicitário, desperta o interesse voluntário que conduz até à marca e à vontade de saber mais. As motivações da apropriação da street art pelas marcas são desvendadas através de seis entrevistas realizadas a agentes intervencionistas nesta estratégia de comunicação - agências de publicidade e de meios (Uzina, American Guerrilla Marketing, Beautify Earth, Global Street Art Agency, Instagrafite) e a uma artista (C’Marie), e da análise de um catálogo de campanhas publicitárias em que a street art é usada como meio, material artístico e mensagem. Agregadamente, questionários aos consumidores foram realizados, obtendo, no total, 175 respostas: 60 no estudo 1, 58 no estudo 2, e 57 no estudo 3. As marcas, ao utilizarem a street art como veículo publicitário, sob forma de diversas motivações, como alcançar o reconhecimento da marca pela comunidade local, posicionar-se perante os consumidores como uma marca criativa, autêntica e inovadora, e despertar do público-alvo para a venda de um determinado produto, devem fazê-lo recorrendo a um adequado uso da street art, de forma que, a mensagem publicitária se traduza numa experiência autêntica, envolvente, estética, original e relevante ao público-alvo, contribuindo, assim, para o estabelecer de uma relação entre consumidor, publicidade e marca. |
|---|