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Inovação controlada ou autónoma? A visão dos diretores sobre os Planos de Inovação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste artigo apresentam-se resultados de um estudo que incidiu na perspetiva dos diretores acerca dos Planos de Inovação. Os dados decorrem de um projeto de investigação mais amplo que envolveu, numa primeira fase, entrevistas semiestruturadas (n=25) e, numa segunda fase, um inquérito por questionário (n=379) a diretores de estabelecimentos de ensino públicos de Portugal continental (N=809). Os resultados apontam para uma visão crítica por parte dos diretores em relação à medida, que associam a uma inovação controlada e instrumentalista, cujos parâmetros são superiormente definidos e sujeitos a um escrutínio sobretudo normativo e burocrático, que delimita a priori o que pode ou não pode constituir inovação. A esta medida contrapõe-se a uma perspetiva mais informal e inorgânica com foco na sala de aula. Os dados evidenciam os paradoxos da inovação, destacando-se, concretamente, o desenho da medida, incluindo a própria designação, e aspetos ligados ao seu processo de implementação, o qual é incompatível com uma lógica instituinte e autónoma.
Autores principais:Flores, Maria Assunção
Outros Autores:Machado, Eusébio André; Fernandes, Eva Lopes
Assunto:Inovação Controlo Diretores Liderança Innovation Control Principals Leadership
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Neste artigo apresentam-se resultados de um estudo que incidiu na perspetiva dos diretores acerca dos Planos de Inovação. Os dados decorrem de um projeto de investigação mais amplo que envolveu, numa primeira fase, entrevistas semiestruturadas (n=25) e, numa segunda fase, um inquérito por questionário (n=379) a diretores de estabelecimentos de ensino públicos de Portugal continental (N=809). Os resultados apontam para uma visão crítica por parte dos diretores em relação à medida, que associam a uma inovação controlada e instrumentalista, cujos parâmetros são superiormente definidos e sujeitos a um escrutínio sobretudo normativo e burocrático, que delimita a priori o que pode ou não pode constituir inovação. A esta medida contrapõe-se a uma perspetiva mais informal e inorgânica com foco na sala de aula. Os dados evidenciam os paradoxos da inovação, destacando-se, concretamente, o desenho da medida, incluindo a própria designação, e aspetos ligados ao seu processo de implementação, o qual é incompatível com uma lógica instituinte e autónoma.