Publicação
O dilema de segurança na nova estratégia nacional de segurança russa: entre militarismo e pivot geográfico
| Resumo: | O artigo analisa a nova Estratégia de Segurança russa enquanto formulação do “dilema de segurança” da Rússia, tanto em termos de interpretação como de resposta (Booth e Wheeler, 2007). Muito vocacionada para a transformação da ordem mundial, decorrente das alterações do Sistema Internacional, no âmbito do qual as potências procuram reforçar as suas posições na estrutura global, a Estratégia prevê, cada vez mais, o recurso ao instrumento militar como forma de garantir e impor os interesses nacionais, e que se refletem em diferentes domínios e espaços regionais. Explorando as relações estratégicas com a China, em termos económicos e políticos, a Rússia procura igualmente reforçar o seu estatuto de potência global, através do alargamento do espaço geográfico e das áreas de intervenção. Na interpretação que faz do designado “mundo moderno”, muito marcado pela rivalidade entre os EUA e a China, procura assumir-se como pivot geográfico dessa mesma relação. A Estratégia de Segurança Nacional constitui, por isso, um roteiro para as ambições da Rússia, avaliando os motivos, as intenções e as capacidades dos “outros” e identificando as formas “racionais” e “legítimas” de responder ao seu “dilema de segurança”. Se é possível verificar que a invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022 materializou os elementos presentes na Estratégia, os efeitos não parecem coincidir com os objetivos procurados por Moscovo. |
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| Autores principais: | Fernandes, Sandra |
| Outros Autores: | Cruz, Marco |
| Assunto: | Rússia Estratégia de segurança Dilema de segurança Pivot geográfico Militarismo Russia Security strategy Security dilemma Geographical pivot Militarism |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O artigo analisa a nova Estratégia de Segurança russa enquanto formulação do “dilema de segurança” da Rússia, tanto em termos de interpretação como de resposta (Booth e Wheeler, 2007). Muito vocacionada para a transformação da ordem mundial, decorrente das alterações do Sistema Internacional, no âmbito do qual as potências procuram reforçar as suas posições na estrutura global, a Estratégia prevê, cada vez mais, o recurso ao instrumento militar como forma de garantir e impor os interesses nacionais, e que se refletem em diferentes domínios e espaços regionais. Explorando as relações estratégicas com a China, em termos económicos e políticos, a Rússia procura igualmente reforçar o seu estatuto de potência global, através do alargamento do espaço geográfico e das áreas de intervenção. Na interpretação que faz do designado “mundo moderno”, muito marcado pela rivalidade entre os EUA e a China, procura assumir-se como pivot geográfico dessa mesma relação. A Estratégia de Segurança Nacional constitui, por isso, um roteiro para as ambições da Rússia, avaliando os motivos, as intenções e as capacidades dos “outros” e identificando as formas “racionais” e “legítimas” de responder ao seu “dilema de segurança”. Se é possível verificar que a invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022 materializou os elementos presentes na Estratégia, os efeitos não parecem coincidir com os objetivos procurados por Moscovo. |
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