Publicação
As mulheres nacionalistas e as eleições presidenciais de 1949
| Resumo: | Sendo as eleições presidenciais de 1949 as primeiras em que as mulheres portuguesas participavam publicamente numa campanha eleitoral, este artigo decorre do apoio feminino à candidatura de Óscar Carmona, o candidato do regime. Candidatura que, para as católicas nacionalistas, representava o garante da continuidade da «obra» de Salazar e dos princípios morais e religiosos que regulavam a ordem salazarista. Vinculadas por convicção, ou por laços familiares, a um contexto político-ideológico conservador, levantaram-se «em massa para dizer de sua justiça» à campanha da oposição, liderada por Norton de Matos, que interpretavam como um regresso ao laicismo e aos valores republicanos atentatórios da «dignidade feminina». Para isso, contaram com o apoio dos poderes político e religioso e ainda com o contributo dos órgãos de informação que lhes eram próximos. |
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| Autores principais: | Espírito-Santo, Sílvia |
| Assunto: | Eleições de 1949 Sufrágio feminino Mulheres nacionalistas |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Sendo as eleições presidenciais de 1949 as primeiras em que as mulheres portuguesas participavam publicamente numa campanha eleitoral, este artigo decorre do apoio feminino à candidatura de Óscar Carmona, o candidato do regime. Candidatura que, para as católicas nacionalistas, representava o garante da continuidade da «obra» de Salazar e dos princípios morais e religiosos que regulavam a ordem salazarista. Vinculadas por convicção, ou por laços familiares, a um contexto político-ideológico conservador, levantaram-se «em massa para dizer de sua justiça» à campanha da oposição, liderada por Norton de Matos, que interpretavam como um regresso ao laicismo e aos valores republicanos atentatórios da «dignidade feminina». Para isso, contaram com o apoio dos poderes político e religioso e ainda com o contributo dos órgãos de informação que lhes eram próximos. |
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