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O idadismo: discriminação etária e possibilidades transformadoras da educação intergeracional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tal como outros termos formados com o sufixo “ismo” – racismo, sexismo, etc. – o termo idadismo pretende dar conta de diversas formas de discriminação baseadas em estereótipos e preconceitos contra indivíduos ou grupos com base na idade. Embora o fenómeno abranja também crianças e jovens, com base em crenças e estereótipos de que são imaturos e sem voz no espaço público, ele afeta sobretudo as pessoas mais velhas. Esta é, hoje, uma das principais formas de discriminação sentidas nas nossas sociedades. Este capítulo pretende analisar este fenómeno utilizando indicadores estatísticos e exemplos de programas intergeracionais que visam combater a discriminação idadista e promover as relações e as práticas intergeracionais. O capítulo tem ainda como objetivos discutir a ideologia do “envelhecimento ativo” difundida pela OMS e por algumas instituições da UE e fornecer referenciais teóricos que ajudem a fortalecer o campo emergente dos estudos intergeracionais. O capítulo conclui com uma reflexão sobre a crescente institucionalização de crianças e idosos e as possibilidades transformadoras de uma educação intergeracional crítica, promotora e produtora de cidadania.
Autores principais:Ferreira, Fernando Ilídio
Assunto:Idadismo Intergeracionalidade Animação sociocultural Educação Intergeracional Envelhecimento Discriminação etária Ciências Sociais::Ciências da Educação Educação de qualidade Reduzir as desigualdades
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Tal como outros termos formados com o sufixo “ismo” – racismo, sexismo, etc. – o termo idadismo pretende dar conta de diversas formas de discriminação baseadas em estereótipos e preconceitos contra indivíduos ou grupos com base na idade. Embora o fenómeno abranja também crianças e jovens, com base em crenças e estereótipos de que são imaturos e sem voz no espaço público, ele afeta sobretudo as pessoas mais velhas. Esta é, hoje, uma das principais formas de discriminação sentidas nas nossas sociedades. Este capítulo pretende analisar este fenómeno utilizando indicadores estatísticos e exemplos de programas intergeracionais que visam combater a discriminação idadista e promover as relações e as práticas intergeracionais. O capítulo tem ainda como objetivos discutir a ideologia do “envelhecimento ativo” difundida pela OMS e por algumas instituições da UE e fornecer referenciais teóricos que ajudem a fortalecer o campo emergente dos estudos intergeracionais. O capítulo conclui com uma reflexão sobre a crescente institucionalização de crianças e idosos e as possibilidades transformadoras de uma educação intergeracional crítica, promotora e produtora de cidadania.