Publicação
As tecnologias de poder e as transformações do Eu
| Resumo: | Este estudo analisou, com olhar retrospectivo do presente, as tecnologias e a relações de poder que transformam o Eu. Procurou aprofundar-se na compreensão das restrições naturais e como se transformaram em interdições às liberdades naturais a partir das hordas, regrando os com portamentos e, com o fim do matriarcado, o surgimento da propriedade privada, do patriarcado e das cidades, como deixam de ser simples restrições ou mecanismos interditórios frouxos para erguer-se enquanto tecnologias de poder, implicando interdições sociais e filtros sociais que trazem consigo os dispositivos de contrafação ou ideológicos e os mecanismos de controle e disciplinamento associados às contrapartidas sociais. Analisamos como se desenvolveram estes mecanismos e dispositivos, que tornam possíveis as relações de poder e de obediência, conformadoras e modificadoras das pessoas realmente existentes, dos grupos sociais e suas ações, transformando-as em entes, com existências formais acoplados ou não às instâncias de poder e à sociedade. Intenta-se desvelar como tais dispositivos e mecanismos, os filtros sociais e as interdições, morais e legais, atuam tanto de forma geral quanto de forma específica, abrindo assim um outro campo de estudos sobre o como as relações de poder puderam se estabelecer, isto é, como mecanismos que impelem as pessoas a obedecer. Enquanto um estudo das relações poder, optou-se pelo método de pesquisa cunhado por Michel Foucault, em "Do governo dos vivos" (2009), a Anarquelogia. O percurso analisado aponta por um lado a manutenção do controle social no universo das tecnologias sociais, econômicas e de poder, e por outro, o surgimento de resistências difusas, com possibilidade de ruptura desse controle social no território tecnológico das comunicações, conduzindo a um estado de natureza virtual em contraposição às estruturas sociais e suas formas prevalentes de organização. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, Clayton Emanuel |
| Assunto: | Anarqueologia Desigualdades Interdições sociais Relações de poder Tecnologias Anarchaeology Inequalities Social interdictions Power relations Technologies |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este estudo analisou, com olhar retrospectivo do presente, as tecnologias e a relações de poder que transformam o Eu. Procurou aprofundar-se na compreensão das restrições naturais e como se transformaram em interdições às liberdades naturais a partir das hordas, regrando os com portamentos e, com o fim do matriarcado, o surgimento da propriedade privada, do patriarcado e das cidades, como deixam de ser simples restrições ou mecanismos interditórios frouxos para erguer-se enquanto tecnologias de poder, implicando interdições sociais e filtros sociais que trazem consigo os dispositivos de contrafação ou ideológicos e os mecanismos de controle e disciplinamento associados às contrapartidas sociais. Analisamos como se desenvolveram estes mecanismos e dispositivos, que tornam possíveis as relações de poder e de obediência, conformadoras e modificadoras das pessoas realmente existentes, dos grupos sociais e suas ações, transformando-as em entes, com existências formais acoplados ou não às instâncias de poder e à sociedade. Intenta-se desvelar como tais dispositivos e mecanismos, os filtros sociais e as interdições, morais e legais, atuam tanto de forma geral quanto de forma específica, abrindo assim um outro campo de estudos sobre o como as relações de poder puderam se estabelecer, isto é, como mecanismos que impelem as pessoas a obedecer. Enquanto um estudo das relações poder, optou-se pelo método de pesquisa cunhado por Michel Foucault, em "Do governo dos vivos" (2009), a Anarquelogia. O percurso analisado aponta por um lado a manutenção do controle social no universo das tecnologias sociais, econômicas e de poder, e por outro, o surgimento de resistências difusas, com possibilidade de ruptura desse controle social no território tecnológico das comunicações, conduzindo a um estado de natureza virtual em contraposição às estruturas sociais e suas formas prevalentes de organização. |
|---|