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Moda sem género: a abordagem das marcas de moda portuguesas

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Resumo:Este trabalho tem como principal foco a abordagem da temática sem género na moda em Portugal. Os avanços em torno de temas como a representatividade de género e diversidade abriram mais espaço para as roupas com o conceito genderless. Um movimento que, sem dúvida alguma, deita por terra a ideia, hoje considerada ultrapassada, de que as roupas são feitas para atender de forma distinta ao homem e a mulher. Atualmente, a moda sem género surge, em todo o mundo, com maior frequência encontrando-se já presente em várias coleções. Esta tendência de consumo e inclinação para a moda sem género está a fazer-se sentir pela existência de vários movimentos na sociedade na luta pela igualdade de género, pela desconstrução da binaridade de género e tudo que o envolve, sendo já reconhecidos mais de trinta tipos de género não binários. O objetivo principal da investigação é perceber a abordagem da temática sem género na moda em Portugal. Para isso torna-se necessário analisar as estratégias de comunicação das marcas nacionais sem género e os seus constituintes. Inicialmente foi realizada uma pesquisa de mercado na qual foram selecionadas quatro marcas de moda sem género para posterior análise. De seguida, foi realizado um questionário, com o propósito de apurar a visão da população portuguesa acerca da moda sem género. Por último foram analisadas as marcas relativamente à sua identidade visual, ao seu marketing mix e às estratégias de comunicação que realizam. Terminada a análise, as conclusões foram comparadas com as respostas do questionário com o intuito de perceber possíveis pensamentos comuns sobre a temática. Desta forma, concluiu-se que as marcas sem género estão em crescimento, algumas até já se encontram bem cimentadas em mercados internacionais e fazem questão de promover o conceito. Também com a evolução das gerações verifica-se um crescimento no que diz respeito à necessidade da existência da moda sem género. Por fim, foi possível verificar ainda que as marcas ainda fazem bastante referência aos géneros binários, apesar de se considerarem sem género, reforçando inconscientemente a binaridade, tal como no inquérito onde a população ainda refere o masculino e feminino em referências ao sem género.
Autores principais:Ribeiro, Gabriela Filipa Sousa
Assunto:Comunicação Moda Sem género Género fluído Communication Fashion Gender fluid Genderless
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
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