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O Calcolítico e a Idade do Bronze na bacia do rio Neiva, NW de Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório deseja expor os resultados da investigação sobre o Calcolítico e a Idade do Bronze da bacia do Neiva, desenvolvida durante o segundo ano de Mestrado em Arqueologia na Universidade do Minho. Relativamente a estes períodos cronológicos podemos destacar a diversidade de estratégias de povoamento, com tendências para ocupações de locais de menor altitude e mais próximas de vales. Estas comunidades que se estabeleceram na bacia do Neiva, conheciam bem este território e desenvolveram relações de “afetividade” e de pertença com o mundo físico onde estavam imersas. Estas relações estão patentes em novas formas de interação com o meio envolvente e com o universo. Experimentam novos sentimentos, nem sempre inteligíveis por nós, conjugados com novos “estilos” de vida, a provável adoção mais intensa da agricultura e da pastorícia, manifestadas sob várias formas ao longo dos tempos, e da metalurgia do bronze terão sido componentes extremamente importantes para uma nova organização de relações sociais que começam a proliferar. Nesta área geográfica, estas populações que serpenteavam a bacia do Neiva tinham povoados ao ar livre ou reaproveitavam áreas com abrigos formados por afloramentos graníticos. Em relação ao universo da morte, materializaram a suas crenças através da reutilização de monumentos sob tumuli (as mamoas, antas ou dólmenes), construídos tanto em terras de vale, como nas plataformas litorais, assim como da construção de sepulturas mais invisíveis, nomeadamente na Idade do Bronze. Para este período também existem depósitos de objetos metálicos ofertados ao solo. Por último, destacam-se os lugares influídos por rituais e ações de grande relevância social: a arte rupestre atlântica. Estes lugares gravados, multifuncionais, terão assumido um caráter social, propiciadores de cerimónias públicas, ponto de interligação a toda a sociedade.
Autores principais:Magalhães, Marisa Cardoso
Assunto:Bacia do Neiva Calcolítico Idade do bronze Povoamento Práticas funerárias Depósitos metálicos Arte rupestre Neiva basin Chalcolithic Bronze age Settlement Funerary practices Hoards Rock art
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente relatório deseja expor os resultados da investigação sobre o Calcolítico e a Idade do Bronze da bacia do Neiva, desenvolvida durante o segundo ano de Mestrado em Arqueologia na Universidade do Minho. Relativamente a estes períodos cronológicos podemos destacar a diversidade de estratégias de povoamento, com tendências para ocupações de locais de menor altitude e mais próximas de vales. Estas comunidades que se estabeleceram na bacia do Neiva, conheciam bem este território e desenvolveram relações de “afetividade” e de pertença com o mundo físico onde estavam imersas. Estas relações estão patentes em novas formas de interação com o meio envolvente e com o universo. Experimentam novos sentimentos, nem sempre inteligíveis por nós, conjugados com novos “estilos” de vida, a provável adoção mais intensa da agricultura e da pastorícia, manifestadas sob várias formas ao longo dos tempos, e da metalurgia do bronze terão sido componentes extremamente importantes para uma nova organização de relações sociais que começam a proliferar. Nesta área geográfica, estas populações que serpenteavam a bacia do Neiva tinham povoados ao ar livre ou reaproveitavam áreas com abrigos formados por afloramentos graníticos. Em relação ao universo da morte, materializaram a suas crenças através da reutilização de monumentos sob tumuli (as mamoas, antas ou dólmenes), construídos tanto em terras de vale, como nas plataformas litorais, assim como da construção de sepulturas mais invisíveis, nomeadamente na Idade do Bronze. Para este período também existem depósitos de objetos metálicos ofertados ao solo. Por último, destacam-se os lugares influídos por rituais e ações de grande relevância social: a arte rupestre atlântica. Estes lugares gravados, multifuncionais, terão assumido um caráter social, propiciadores de cerimónias públicas, ponto de interligação a toda a sociedade.