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Editorial: Estéticas e políticas da moda - ‘Os loucos anos 20’ e depois

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tomando a palavra ‘moda’ na aceção restrita que a articula com o vestuário —aqui incluindo o conjunto de ornamentos, adereços e maquilhagem que ajudam na teatralização e espetacularização de um corpo apresentado para além da sua presença física mais literal —, propomos neste número da Revista 2i encetar uma revisão sobre um século de moda, abordando-a num contexto intermedial e tomando como ponto de partida os ‘Loucos Anos 20’ na cultura ocidental. A década de 20 firma a rutura no que respeita à moda, tendo em conta que quanto mais ‘nervosa’ ou frenética é uma época, mais trepidante é o ritmo das suas alterações. história da moda, desde a invenção da máquina de costura impulsionada pela Revolução Industrial do século XIX, à publicação das primeiras revistas e figurinos de moda (Le Jardin des Modes), à implantação de grandes armazéns citadinos (templos ou catedrais do comércio moderno, segundo Zola), até ao reconhecimento socioprofissional de costureiros, estilistas e designersservindo clientelas de elite ou à intervenção globalizada dos atuais influenciadores digitais, reflete conceitos, paradigmas, valores diferenciados que desenham, dinamicamente, o perfil da nossa própria humanidade, da nossa relação com o corpo e das nossas estratégias de autorrepresentação. Dos ‘Loucos Anos 20’ até 2020, a moda tem vindo a alterar-se de contínuo, a par do 'Zeitgeist', o espírito do tempo. E até o adereço. Um ‘adereço’ hodierno, obrigatoriamente usado como proteção e por precaução, tornou-se, sob a égide da moda, um adorno: a máscara antipandémica.
Autores principais:Ribeiro, Eunice
Outros Autores:Santos, Maria do Rosário Girão
Assunto:Moda Política Estética Intermedialidade
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Tomando a palavra ‘moda’ na aceção restrita que a articula com o vestuário —aqui incluindo o conjunto de ornamentos, adereços e maquilhagem que ajudam na teatralização e espetacularização de um corpo apresentado para além da sua presença física mais literal —, propomos neste número da Revista 2i encetar uma revisão sobre um século de moda, abordando-a num contexto intermedial e tomando como ponto de partida os ‘Loucos Anos 20’ na cultura ocidental. A década de 20 firma a rutura no que respeita à moda, tendo em conta que quanto mais ‘nervosa’ ou frenética é uma época, mais trepidante é o ritmo das suas alterações. história da moda, desde a invenção da máquina de costura impulsionada pela Revolução Industrial do século XIX, à publicação das primeiras revistas e figurinos de moda (Le Jardin des Modes), à implantação de grandes armazéns citadinos (templos ou catedrais do comércio moderno, segundo Zola), até ao reconhecimento socioprofissional de costureiros, estilistas e designersservindo clientelas de elite ou à intervenção globalizada dos atuais influenciadores digitais, reflete conceitos, paradigmas, valores diferenciados que desenham, dinamicamente, o perfil da nossa própria humanidade, da nossa relação com o corpo e das nossas estratégias de autorrepresentação. Dos ‘Loucos Anos 20’ até 2020, a moda tem vindo a alterar-se de contínuo, a par do 'Zeitgeist', o espírito do tempo. E até o adereço. Um ‘adereço’ hodierno, obrigatoriamente usado como proteção e por precaução, tornou-se, sob a égide da moda, um adorno: a máscara antipandémica.