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Digestão anaeróbia de resíduos sólidos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A digestão anaeróbia de resíduos sólidos é um processo biológico de reciclagem através do qual a matéria orgânica é convertida em metano e dióxido de carbono na ausência de oxigénio. Nos últimos 25 anos, assistiu‐se a avanços no desenvolvimento desta tecnologia aplicada a resíduos sólidos urbanos, apesar de esta tecnologia já se encontrar implementada na Europa, onde se pode contabilizar mais de 50 unidades, que tratam cerca de 1 milhão de toneladas de resíduos/ano, situando‐se a maior parte das instalações na Alemanha. No entanto, em países como Portugal não existe ainda nenhuma estação de tratamento deste tipo. Estes dados indicam que se deve fazer um esforço e investir em investigação para se observar um aumento da implementação desta tecnologia na Europa. O resíduo proveniente das cozinhas é tipicamente um resíduo orgânico biodegradável, que é essencialmente constituído por proteína, celulose, amido e gordura. Numa primeira etapa deste projecto de investigação avaliou‐se qual a influência de cada um dos referidos componentes no processo de digestão anaeróbia, assim como a influência do teor de sólidos presente e ainda qual a importância da razão resíduo/inóculo. Foram realizados ensaios em descontínuo com um resíduo sintético e outro real, com diferentes concentrações de sólidos (entre 1.8 e 24%) e diferentes razões de resíduo/inóculo (entre 0.2 e 30 gSV/gSV). Comparou‐se a taxa de metanização e a produção cumulativa de metano para diferentes misturas de proteína, celulose, amido e gordura. Estas experiências indicaram que a quantidade de gordura limita a biodegradabilidade do resíduo, bem como a taxa de metano produzida. A razão resíduo/inóculo é um parâmetro crítico especialmente para um teor de sólidos superior a 5% pois a taxa de produção de metano aumenta com a diminuição da razão resíduo/inóculo de 1.35 gSV/gSV para 0.2 gSV/gSV. A comparação do resíduo real com o resíduo sintético demonstrou que, embora a taxa de produção de metano seja idêntica, a biometanização é superior para o resíduo real.
Autores principais:Neves, L.
Ano:2003
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A digestão anaeróbia de resíduos sólidos é um processo biológico de reciclagem através do qual a matéria orgânica é convertida em metano e dióxido de carbono na ausência de oxigénio. Nos últimos 25 anos, assistiu‐se a avanços no desenvolvimento desta tecnologia aplicada a resíduos sólidos urbanos, apesar de esta tecnologia já se encontrar implementada na Europa, onde se pode contabilizar mais de 50 unidades, que tratam cerca de 1 milhão de toneladas de resíduos/ano, situando‐se a maior parte das instalações na Alemanha. No entanto, em países como Portugal não existe ainda nenhuma estação de tratamento deste tipo. Estes dados indicam que se deve fazer um esforço e investir em investigação para se observar um aumento da implementação desta tecnologia na Europa. O resíduo proveniente das cozinhas é tipicamente um resíduo orgânico biodegradável, que é essencialmente constituído por proteína, celulose, amido e gordura. Numa primeira etapa deste projecto de investigação avaliou‐se qual a influência de cada um dos referidos componentes no processo de digestão anaeróbia, assim como a influência do teor de sólidos presente e ainda qual a importância da razão resíduo/inóculo. Foram realizados ensaios em descontínuo com um resíduo sintético e outro real, com diferentes concentrações de sólidos (entre 1.8 e 24%) e diferentes razões de resíduo/inóculo (entre 0.2 e 30 gSV/gSV). Comparou‐se a taxa de metanização e a produção cumulativa de metano para diferentes misturas de proteína, celulose, amido e gordura. Estas experiências indicaram que a quantidade de gordura limita a biodegradabilidade do resíduo, bem como a taxa de metano produzida. A razão resíduo/inóculo é um parâmetro crítico especialmente para um teor de sólidos superior a 5% pois a taxa de produção de metano aumenta com a diminuição da razão resíduo/inóculo de 1.35 gSV/gSV para 0.2 gSV/gSV. A comparação do resíduo real com o resíduo sintético demonstrou que, embora a taxa de produção de metano seja idêntica, a biometanização é superior para o resíduo real.