Publicação
A vida pós-reclusão: impactos do estigma para ex-reclusos
| Resumo: | Foucault (2020) diz-nos que a prisão existe desde sempre na sociedade e Machado (2016) refere que a evolução da sociedade tem levado à implementação de várias medidas que têm o objetivo de minorar os efeitos nocivos da passagem pelo sistema prisional, colocando à disposição dos reclusos um conjunto de competências que lhes permitirão levar uma vida socialmente responsável após a sua libertação. Ainda assim, são vários os estudos relativos aos impactos que a passagem pela reclusão transporta, decorrentes de processos de estigmatização que vão limitar o indivíduo no acesso a determinados bens e serviços. A investigação desenvolvida pretende, essencialmente, compreender o modo como a passagem pela reclusão e a aplicação do rótulo de ex-recluso condicionam, negativamente, a vida do sujeito. Utilizando uma metodologia quantitativa, esta investigação procura compreender as perspetivas que a sociedade possui sobre a finalidade da pena de prisão e das medidas de flexibilização dessa mesma pena, para entender o modo como a passagem pela prisão condiciona a vida em liberdade, através de processos de estigmatização e de rotulagem, inquirindo-se os participantes sobre os domínios mais estigmatizados pelos processos de rotulagem a que um ex-recluso está sujeito. De um modo geral, podemos concluir que a passagem pela reclusão causa constrangimentos em vários domínios da sociedade, gerando sentimentos de insegurança no convívio social e limitando o acesso a determinados bens e serviços que se revelam essenciais para o prosseguimento de uma vida responsável e longe da reincidência criminal. |
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| Autores principais: | Carreira, Ana Filipa Mendes |
| Assunto: | Ex-reclusos Estigmatização Rotulagem Reinserção Social Ex-inmate Stigmatization Labelling Social Reinsertion |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Foucault (2020) diz-nos que a prisão existe desde sempre na sociedade e Machado (2016) refere que a evolução da sociedade tem levado à implementação de várias medidas que têm o objetivo de minorar os efeitos nocivos da passagem pelo sistema prisional, colocando à disposição dos reclusos um conjunto de competências que lhes permitirão levar uma vida socialmente responsável após a sua libertação. Ainda assim, são vários os estudos relativos aos impactos que a passagem pela reclusão transporta, decorrentes de processos de estigmatização que vão limitar o indivíduo no acesso a determinados bens e serviços. A investigação desenvolvida pretende, essencialmente, compreender o modo como a passagem pela reclusão e a aplicação do rótulo de ex-recluso condicionam, negativamente, a vida do sujeito. Utilizando uma metodologia quantitativa, esta investigação procura compreender as perspetivas que a sociedade possui sobre a finalidade da pena de prisão e das medidas de flexibilização dessa mesma pena, para entender o modo como a passagem pela prisão condiciona a vida em liberdade, através de processos de estigmatização e de rotulagem, inquirindo-se os participantes sobre os domínios mais estigmatizados pelos processos de rotulagem a que um ex-recluso está sujeito. De um modo geral, podemos concluir que a passagem pela reclusão causa constrangimentos em vários domínios da sociedade, gerando sentimentos de insegurança no convívio social e limitando o acesso a determinados bens e serviços que se revelam essenciais para o prosseguimento de uma vida responsável e longe da reincidência criminal. |
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