Publicação
Arqueologia agrária no extremo (Arcos de Valdevez): materialidade e documentação (séculos XVII a XIX)
| Resumo: | A paisagem agrária constrói-se na relação entre as comunidades rurais e o território, ao longo dos tempos. O seu estudo exige uma abordagem transversal e multidisciplinar, uma vez que é no cruzamento de várias ciências que se desenvolvem os instrumentos e interpretações necessárias para a construção de um conhecimento e uma leitura diacrónica da paisagem. A arqueologia, em particular, assume um papel essencial neste processo, quando permite uma leitura da paisagem como um palimpsesto, identificando as marcas deixadas pelas diferentes dinâmicas, interpretando vestígios e agregando os contributos de diferentes áreas do conhecimento na construção da compreensão da sua evolução. O lugar da Coutada, situado na freguesia do Extremo, concelho dos Arcos de Valdevez, foi escolhido como caso de estudo, por ter sido um território rural que, em pleno século XVII, foi cenário da construção de estruturas militares e de confrontos bélicos que tiveram impacto na comunidade local, e deixaram marcas no território. É sobre essa herança que, a então freguesia da Portela de Vez, se reconstrói, assente numa estrutura agrária e numa agricultura de subsistência. O presente trabalho, que se inicia reforçado pela existência de projetos de investigação que, há vários anos, se debruçam sobre as estruturas militares e a paisagem agrária da Coutada, procura a construção e interpretação diacrónica desta paisagem, centrando-se no período entre o século XVII e XIX. A investigação concretiza-se pelo cruzamento transdisciplinar entre a arqueologia e as fontes documentais, orais e etnográficas, conjugando estas diferentes áreas do conhecimento para compreender esta paisagem como o resultado de processos históricos, nos quais se refletem as relações de poder, os sistemas produtivos e as formas de habitar que ali assistiram. É nesta complementaridade entre métodos e disciplinas que se torna possível compreender, de forma mais completa, a evolução da paisagem agrária da Coutada. |
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| Autores principais: | Lemos, Clara Andreia |
| Assunto: | Arqueologia Paisagem Agrária Arquitetura Documentação Archaeology Landscape Agrarian Architecture Documentation |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A paisagem agrária constrói-se na relação entre as comunidades rurais e o território, ao longo dos tempos. O seu estudo exige uma abordagem transversal e multidisciplinar, uma vez que é no cruzamento de várias ciências que se desenvolvem os instrumentos e interpretações necessárias para a construção de um conhecimento e uma leitura diacrónica da paisagem. A arqueologia, em particular, assume um papel essencial neste processo, quando permite uma leitura da paisagem como um palimpsesto, identificando as marcas deixadas pelas diferentes dinâmicas, interpretando vestígios e agregando os contributos de diferentes áreas do conhecimento na construção da compreensão da sua evolução. O lugar da Coutada, situado na freguesia do Extremo, concelho dos Arcos de Valdevez, foi escolhido como caso de estudo, por ter sido um território rural que, em pleno século XVII, foi cenário da construção de estruturas militares e de confrontos bélicos que tiveram impacto na comunidade local, e deixaram marcas no território. É sobre essa herança que, a então freguesia da Portela de Vez, se reconstrói, assente numa estrutura agrária e numa agricultura de subsistência. O presente trabalho, que se inicia reforçado pela existência de projetos de investigação que, há vários anos, se debruçam sobre as estruturas militares e a paisagem agrária da Coutada, procura a construção e interpretação diacrónica desta paisagem, centrando-se no período entre o século XVII e XIX. A investigação concretiza-se pelo cruzamento transdisciplinar entre a arqueologia e as fontes documentais, orais e etnográficas, conjugando estas diferentes áreas do conhecimento para compreender esta paisagem como o resultado de processos históricos, nos quais se refletem as relações de poder, os sistemas produtivos e as formas de habitar que ali assistiram. É nesta complementaridade entre métodos e disciplinas que se torna possível compreender, de forma mais completa, a evolução da paisagem agrária da Coutada. |
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