Publicação
Big Data – paradigma tecnológico que facilita a produção de (des)informação? Aspetos éticos e operacionais
| Resumo: | Assiste-se hoje à crescente visibilidade do designado Big Data. Trata-se de uma técnica que agrega conjuntos massivos de dados, manuseando um volume assinalável de informação, que é analisado a uma velocidade sem precedentes e em tempo real. Enquanto fenómeno social, apresenta três vertentes: a interação entre tecnologia (maximização do poder computacional e precisão algorítmica), as potencialidades de análise (identificação de padrões) e os valores sociais e culturais que rodeiam o Big Data (nomeadamente, a crença generalizada que grandes conjuntos de dados oferecem fontes de conhecimento e de previsão mais objetivas e fundamentadas). Big Data pode ser uma fonte de racionalização de acontecimentos, com potencial para aumentar a eficiência e melhorar a precisão da previsão em várias áreas da vida social. No entanto, pode aprofundar desigualdades sociais e económicas pré-existentes e apresentar desafios diversos à privacidade e outros direitos fundamentais. Além disso, a conjugação massiva de dados heterogéneos pode levar a conclusões erradas. A quantidade de dados recolhidos não corresponde à representatividade dos mesmos, mas antes à abrangência da cobertura sobre a vida contemporânea dos indivíduos. Assim, pode também potenciar a produção de desinformação sobre os titulares dos dados recolhidos, por conduzir a conclusões erradas. Procurando contribuir para este campo de análise, o presente texto apresenta um estudo empírico realizado junto de diferentes profissionais em 25 países da União Europeia, que visou mapear e compreender as representações sociais acerca da potencial aplicação de Big Data no campo da investigação criminal. O objetivo central foi aceder às suas expectativas em relação ao potencial impacto das tecnologias na luta contra a criminalidade transfronteiriça. Nestas representações sociais, os diferentes entrevistados tecem considerações éticas acerca do fenómeno Big Data, contribuindo para o debate contemporâneo em torno dos direitos, liberdades e garantias. |
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| Autores principais: | Neiva, Laura |
| Outros Autores: | Machado, Helena |
| Assunto: | Big Data Ética Desigualdades Desinformação |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Assiste-se hoje à crescente visibilidade do designado Big Data. Trata-se de uma técnica que agrega conjuntos massivos de dados, manuseando um volume assinalável de informação, que é analisado a uma velocidade sem precedentes e em tempo real. Enquanto fenómeno social, apresenta três vertentes: a interação entre tecnologia (maximização do poder computacional e precisão algorítmica), as potencialidades de análise (identificação de padrões) e os valores sociais e culturais que rodeiam o Big Data (nomeadamente, a crença generalizada que grandes conjuntos de dados oferecem fontes de conhecimento e de previsão mais objetivas e fundamentadas). Big Data pode ser uma fonte de racionalização de acontecimentos, com potencial para aumentar a eficiência e melhorar a precisão da previsão em várias áreas da vida social. No entanto, pode aprofundar desigualdades sociais e económicas pré-existentes e apresentar desafios diversos à privacidade e outros direitos fundamentais. Além disso, a conjugação massiva de dados heterogéneos pode levar a conclusões erradas. A quantidade de dados recolhidos não corresponde à representatividade dos mesmos, mas antes à abrangência da cobertura sobre a vida contemporânea dos indivíduos. Assim, pode também potenciar a produção de desinformação sobre os titulares dos dados recolhidos, por conduzir a conclusões erradas. Procurando contribuir para este campo de análise, o presente texto apresenta um estudo empírico realizado junto de diferentes profissionais em 25 países da União Europeia, que visou mapear e compreender as representações sociais acerca da potencial aplicação de Big Data no campo da investigação criminal. O objetivo central foi aceder às suas expectativas em relação ao potencial impacto das tecnologias na luta contra a criminalidade transfronteiriça. Nestas representações sociais, os diferentes entrevistados tecem considerações éticas acerca do fenómeno Big Data, contribuindo para o debate contemporâneo em torno dos direitos, liberdades e garantias. |
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