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Tipos de I&D e desempenho económico das empresas portuguesas
| Summary: | Temas como inovação e investimento em atividades de I&D têm se revelado uma fonte de vantagem competitiva para as empresas e para as nações que as constituem (Aiello & Cardamone, 2005; Zschocke et al., 2014; Cardamone, 2021). A maioria dos estudos na literatura determinam que existe uma relação positiva entre estes indicadores (Zachariadis, 2004; Criscuolo, 2009; Lee, 2020; Solomon, 2021; Keraga & Araya, 2022; Tung & Binh, 2022). No entanto, também na literatura se afirma que a I&D não deve ser estudada como uma atividade homogénea, mas como uma atividade heterogénea (Mansfield, 1980; Link, 1982), uma vez que pode ser categorizada em diferentes tipos de atividade: I&D Fundamental, I&D Aplicada e I&D Experimental (Cohen & Levinthal, 1989; Frascatore, 2006; Jin & Troege, 2006; Lee et al., 2011; OECD, 2015). À semelhança dos resultados da I&D homogénea, os diferentes tipos de I&D apresentam um impacto positivo no desempenho económico das empresas, contudo a I&D Fundamental tem um impacto mais tardio, após três anos, quando comparado com os restantes tipos de I&D (Salter & Martin, 2001; Kim, 2011; Dai et al., 2020; Marire, 2022). A presente dissertação apresenta como objetivo analisar a relação entre o investimento nos tipos de I&D com o desempenho económico das empresas portuguesas. Desta forma, foram desenvolvidas as seguintes questões de investigação: “Qual a relação entre os diferentes tipos de investimento em I&D: Fundamental, Aplicada e Experimental e o desempenho económico das empresas portuguesas?” e “Existem desfasamentos temporais e diferentes na relação entre os tipos de I&D e o desempenho económico das empresas portuguesas?”. Para a realização do estudo foram utilizados dados do CIS18, do IPCTN (2018) e do SCIE (2019, 2020 e 2021). De forma a responder às questões de investigação e para estimar a relação entre os tipos de I&D e o desempenho económico das empresas nacionais, foram desenvolvidos modelos pelo método dos mínimos quadrados (MMQ). Os resultados obtidos sugerem de forma clara que o investimento em atividades de I&D, como atividade homogénea e como atividade heterogénea, apresenta uma relação positiva com o desempenho económico das empresas portuguesas. Porém, quando se tem em conta os seus diferentes tipos, a I&D Fundamental apenas tem efeito um período mais tarde, corroborando a literatura anterior, e apenas parece ser relevante para a Produtividade do trabalho e não para as Vendas da empresa. Estes resultados são robustos para diferentes dimensões da empresa. As implicações nas decisões dos gestores públicos e privados são discutidas. |
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| Main Authors: | Silva, Andreia Catarina Domingues |
| Subject: | Desempenho económico Empresas portuguesas I&D Tipos de I&D Economic performance Portuguese companies R&D Types of R&D |
| Year: | 2024 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade do Minho |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Summary: | Temas como inovação e investimento em atividades de I&D têm se revelado uma fonte de vantagem competitiva para as empresas e para as nações que as constituem (Aiello & Cardamone, 2005; Zschocke et al., 2014; Cardamone, 2021). A maioria dos estudos na literatura determinam que existe uma relação positiva entre estes indicadores (Zachariadis, 2004; Criscuolo, 2009; Lee, 2020; Solomon, 2021; Keraga & Araya, 2022; Tung & Binh, 2022). No entanto, também na literatura se afirma que a I&D não deve ser estudada como uma atividade homogénea, mas como uma atividade heterogénea (Mansfield, 1980; Link, 1982), uma vez que pode ser categorizada em diferentes tipos de atividade: I&D Fundamental, I&D Aplicada e I&D Experimental (Cohen & Levinthal, 1989; Frascatore, 2006; Jin & Troege, 2006; Lee et al., 2011; OECD, 2015). À semelhança dos resultados da I&D homogénea, os diferentes tipos de I&D apresentam um impacto positivo no desempenho económico das empresas, contudo a I&D Fundamental tem um impacto mais tardio, após três anos, quando comparado com os restantes tipos de I&D (Salter & Martin, 2001; Kim, 2011; Dai et al., 2020; Marire, 2022). A presente dissertação apresenta como objetivo analisar a relação entre o investimento nos tipos de I&D com o desempenho económico das empresas portuguesas. Desta forma, foram desenvolvidas as seguintes questões de investigação: “Qual a relação entre os diferentes tipos de investimento em I&D: Fundamental, Aplicada e Experimental e o desempenho económico das empresas portuguesas?” e “Existem desfasamentos temporais e diferentes na relação entre os tipos de I&D e o desempenho económico das empresas portuguesas?”. Para a realização do estudo foram utilizados dados do CIS18, do IPCTN (2018) e do SCIE (2019, 2020 e 2021). De forma a responder às questões de investigação e para estimar a relação entre os tipos de I&D e o desempenho económico das empresas nacionais, foram desenvolvidos modelos pelo método dos mínimos quadrados (MMQ). Os resultados obtidos sugerem de forma clara que o investimento em atividades de I&D, como atividade homogénea e como atividade heterogénea, apresenta uma relação positiva com o desempenho económico das empresas portuguesas. Porém, quando se tem em conta os seus diferentes tipos, a I&D Fundamental apenas tem efeito um período mais tarde, corroborando a literatura anterior, e apenas parece ser relevante para a Produtividade do trabalho e não para as Vendas da empresa. Estes resultados são robustos para diferentes dimensões da empresa. As implicações nas decisões dos gestores públicos e privados são discutidas. |
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