Publicação
Modelos para a previsão do início das fases fenológicas da Vitis vinifera cv. Moscatel Galego num contexto de variação climática
| Resumo: | A casta Moscatel Galego, por exigir características morfológicas e climáticas tão específicas, desenvolve-se preferencialmente em áreas como a freguesia de Favaios. Como os fatores (micro)climáticos regulam as exigências térmicas e a precocidade das fases fenológicas da videira, o objetivo principal desta investigação é o de traduzir esta relação quantitativamente através de modelos fenológicos, calibrados e validados para as fases fenológicas críticas – designadamente, o abrolhamento, a floração e a maturação – da casta Moscatel Galego, na área de Favaios. O microclima foi monitorizado a partir da rede fixa de sensores previamente instalada, e da evolução fenológica das videiras amostradas, abarcando-se 4 ciclos anuais completos das videiras da casta Moscatel Galego, entre 2013 e 2016. Para além disto, realizou-se a monitorização da densidade do açúcar em amostras de bagos de uva, durante a maturação, nos vinhedos estudados. Foram assim, compilados vários tipos de séries de dados empíricos: variáveis microclimáticas; datas fenológicas (abrolhamento, floração e maturação), e densidade de açúcar nas uvas. Realizou-se também uma avaliação crítica dos modelos fenológicos desenvolvidos para a Vitis Vinifera, de modo a identificar vantagens e limitações, e a estabelecer os que melhor se adequam a esta investigação. Os resultados obtidos no presente trabalho, a partir da comparação entre as datas fenológicas observadas e as datas calculadas recorrendo ao modelo de exigências térmicas, mostram que o desvio verificado é de 1 dia para o abrolhamento, 2 dias para a floração e de 6 dias para a maturação. Assim, é possível afirmar que o modelo fenológico resultante deste trabalho consegue prever fidedignamente as datas do abrolhamento e da floração e antecipar razoavelmente a data da maturação. Estes resultados sugerem então que se determinaram as exigências térmicas da casta Moscatel Galego, conhecimento que veio suprir uma lacuna importante, considerando a singularidade da área vitícola de Favaios. |
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| Autores principais: | Machado, Carina Isabel da Silva |
| Assunto: | exigências térmicas fatores microclimáticos modelos fenológicos Moscatel Galego variabilidade climática climatic variability microclimatic factors phenological models thermal requirements |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A casta Moscatel Galego, por exigir características morfológicas e climáticas tão específicas, desenvolve-se preferencialmente em áreas como a freguesia de Favaios. Como os fatores (micro)climáticos regulam as exigências térmicas e a precocidade das fases fenológicas da videira, o objetivo principal desta investigação é o de traduzir esta relação quantitativamente através de modelos fenológicos, calibrados e validados para as fases fenológicas críticas – designadamente, o abrolhamento, a floração e a maturação – da casta Moscatel Galego, na área de Favaios. O microclima foi monitorizado a partir da rede fixa de sensores previamente instalada, e da evolução fenológica das videiras amostradas, abarcando-se 4 ciclos anuais completos das videiras da casta Moscatel Galego, entre 2013 e 2016. Para além disto, realizou-se a monitorização da densidade do açúcar em amostras de bagos de uva, durante a maturação, nos vinhedos estudados. Foram assim, compilados vários tipos de séries de dados empíricos: variáveis microclimáticas; datas fenológicas (abrolhamento, floração e maturação), e densidade de açúcar nas uvas. Realizou-se também uma avaliação crítica dos modelos fenológicos desenvolvidos para a Vitis Vinifera, de modo a identificar vantagens e limitações, e a estabelecer os que melhor se adequam a esta investigação. Os resultados obtidos no presente trabalho, a partir da comparação entre as datas fenológicas observadas e as datas calculadas recorrendo ao modelo de exigências térmicas, mostram que o desvio verificado é de 1 dia para o abrolhamento, 2 dias para a floração e de 6 dias para a maturação. Assim, é possível afirmar que o modelo fenológico resultante deste trabalho consegue prever fidedignamente as datas do abrolhamento e da floração e antecipar razoavelmente a data da maturação. Estes resultados sugerem então que se determinaram as exigências térmicas da casta Moscatel Galego, conhecimento que veio suprir uma lacuna importante, considerando a singularidade da área vitícola de Favaios. |
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