Publicação
Estudo da influência dos processos de vaporização nas cores da estamparia digital
| Resumo: | A indústria têxtil em Portugal desempenha um papel significativo na economia do país, com uma longa tradição de produção e exportação de têxteis. No entanto, nos últimos anos, tem havido uma evolução notável na forma como a indústria têxtil aborda a produção, com um foco crescente na sustentabilidade e na adaptação às condições climáticas locais. Após a estampagem ou tingimento dos tecidos, o corante precisa ser fixado de maneira eficaz para que a cor permaneça vibrante e resistente à lavagem. A vaporização é fundamental para esse processo. Ela permite que as fibras do tecido abram e absorvam o corante de maneira mais eficiente, enquanto o vapor quente ajuda a fixar o corante nas fibras de forma mais segura. Isso resulta em cores mais vivas e resistentes ao desbotamento, mesmo após várias lavagens. Se o processo de vaporização não for realizado adequadamente ou for omitido, os corantes podem não ser completamente fixados nas fibras. Como resultado, durante a lavagem subsequente, parte do corante pode ser libertado, resultando num desbotamento prematuro e perda de cor nos artigos têxteis. Isso não apenas compromete a qualidade dos produtos, mas também pode levar a insatisfação dos clientes. Portanto, a vaporização é um passo crucial para a durabilidade e a qualidade das cores nos artigos têxteis produzidos em Portugal e em todo o mundo. Neste estudo, foi examinado o funcionamento de vaporizadores e o impacto das condições adversas na coloração de amostras. Os resultados obtidos mostram que as amostras quando são sujeitas a longos períodos de espera até serem vaporizadas apresentam uma variação total da cor (∆E). Portanto, é crucial vaporizar as amostras no dia em que são estampadas, para garantir medições precisas. A vaporização a ½ dia de produção também repercutiu na melhoria na uniformidade do artigo obtido. O ambiente em que as amostras são vaporizadas desempenha um papel crítico nos resultados da cor. A exposição das amostras à temperatura ambiente e humidade atmosférica provocou variações das cores obtidas relativamente ao produto final pretendido. |
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| Autores principais: | Azevedo, Andreia Silva |
| Assunto: | Corantes reativos Estampagem Fibras Humidade Vaporizadores Fibers Humidity Vaporizers |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A indústria têxtil em Portugal desempenha um papel significativo na economia do país, com uma longa tradição de produção e exportação de têxteis. No entanto, nos últimos anos, tem havido uma evolução notável na forma como a indústria têxtil aborda a produção, com um foco crescente na sustentabilidade e na adaptação às condições climáticas locais. Após a estampagem ou tingimento dos tecidos, o corante precisa ser fixado de maneira eficaz para que a cor permaneça vibrante e resistente à lavagem. A vaporização é fundamental para esse processo. Ela permite que as fibras do tecido abram e absorvam o corante de maneira mais eficiente, enquanto o vapor quente ajuda a fixar o corante nas fibras de forma mais segura. Isso resulta em cores mais vivas e resistentes ao desbotamento, mesmo após várias lavagens. Se o processo de vaporização não for realizado adequadamente ou for omitido, os corantes podem não ser completamente fixados nas fibras. Como resultado, durante a lavagem subsequente, parte do corante pode ser libertado, resultando num desbotamento prematuro e perda de cor nos artigos têxteis. Isso não apenas compromete a qualidade dos produtos, mas também pode levar a insatisfação dos clientes. Portanto, a vaporização é um passo crucial para a durabilidade e a qualidade das cores nos artigos têxteis produzidos em Portugal e em todo o mundo. Neste estudo, foi examinado o funcionamento de vaporizadores e o impacto das condições adversas na coloração de amostras. Os resultados obtidos mostram que as amostras quando são sujeitas a longos períodos de espera até serem vaporizadas apresentam uma variação total da cor (∆E). Portanto, é crucial vaporizar as amostras no dia em que são estampadas, para garantir medições precisas. A vaporização a ½ dia de produção também repercutiu na melhoria na uniformidade do artigo obtido. O ambiente em que as amostras são vaporizadas desempenha um papel crítico nos resultados da cor. A exposição das amostras à temperatura ambiente e humidade atmosférica provocou variações das cores obtidas relativamente ao produto final pretendido. |
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