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Filosofia e ideia de Europa: cosmopolitismo e paz no "Iluminismo"

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Summary:O tema da paz é, desde a aurora da filosofia, uma das questões maiores da humanidade, como o ilustra a série infinda de escritos que testemunham uma heurística simultaneamente de temor e de esperança. No presente trabalho, pretende-se analisar como alguns dos escritos mais significativos da época moderna, inquirindo sobre as causas da guerra e as vias duma "paz universal", neles de estabelece um profundo liame entre tais ideais e a necessidade imperiosa quer duma União Europeia quer duma tendencial união dos povos e nações; tais escritos, pela analítica neles esclarecida, que parte das virtualidades da "sociabilidade" e da aptidão "cosmopolítica" dos humanos, às possibilidades de "federalismo" ínsito na consciência europeia, relevam os princípios axiais e a utensilagem teórica propícia para tal escopo, contando-se por isso mesmo entre as referências genealógicas dos textos mais actuais de filosofia política da nossa contemporaneidade.
Main Authors:Rocha, Acílio da Silva Estanqueiro
Subject:Europa União Europeia Guerra Paz Cosmopolitismo Direito das gentes Direito natural Estado Europeísmo Pacifismo Cosmopolitism Europeísm Natural law Pacifism Peace People's law Quakers State
Year:2002
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Universidade do Minho
Language:Portuguese
Origin:RepositóriUM - Universidade do Minho
Description
Summary:O tema da paz é, desde a aurora da filosofia, uma das questões maiores da humanidade, como o ilustra a série infinda de escritos que testemunham uma heurística simultaneamente de temor e de esperança. No presente trabalho, pretende-se analisar como alguns dos escritos mais significativos da época moderna, inquirindo sobre as causas da guerra e as vias duma "paz universal", neles de estabelece um profundo liame entre tais ideais e a necessidade imperiosa quer duma União Europeia quer duma tendencial união dos povos e nações; tais escritos, pela analítica neles esclarecida, que parte das virtualidades da "sociabilidade" e da aptidão "cosmopolítica" dos humanos, às possibilidades de "federalismo" ínsito na consciência europeia, relevam os princípios axiais e a utensilagem teórica propícia para tal escopo, contando-se por isso mesmo entre as referências genealógicas dos textos mais actuais de filosofia política da nossa contemporaneidade.