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O absentismo: uma questão de género? Políticas e limites de conciliação trabalho-família

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Resumo:De modo a potenciar alguns dos principais resultados obtidos num projecto de investigação intitulado "Ser Igual na 0n1diferença. Diagnóstico da redeempresarial bartelerise quanto à igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, realizado no concelho de Barcelos da Região Norte de Portugal este artigo visa alargar e aprofundar o conhecimento sobre as práticas de flexibilidade de horários de trabalho e o absentismo em função do sexo dos trabalhadores. Parte-se da hipótese estruturante de que a lógica empresarial dominante, nas suas práticas e estratégias de gestão, reproduz, em grande medida, uma organização sexual assente na tradicional divisão de papéis masculinos e femininos. Por sua vez, a divisão sexual do trabalho faz-se acompanhar por representações sociais dos sexos solidamente enraizadas e persistentes, devido à eficácia de processos de validação comuns por parte das mulheres e dos homens. Esta abordagem permite realçar a perspectiva de género no sentido de ser expressão/reflexo e justificação/reprodução de uma memória colectiva, de quadros de interacção, de práticas e estilos de vida que, implicitamente, indiciam níveis de discriminação das mulheres nas actuais estruturas do mercado de trabalho e dos homens na vida familiar.
Autores principais:Marques, Ana Paula
Assunto:Género absentismo organização sexual do trabalho conciliação trabalho-família Gender absenteeism sexual organisation of work work-family conciliation
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
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