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O poder da linguagem e a heteronormatividade inconsciente: uma leitura comparada entre Lupe Gómez e Adília Lopes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Focando a atenção no papel que desenvolvem as diferentes vozes intratextuais na poesia de corte erótico e/ou amoroso, analisarei como se costuma estabelecer uma relação heteronormativa entre as vozes nos casos em que não existe uma marca de género explícita, já que, na tradição do modelo romântico de leitura de lírica que ainda persiste, tenta-se ligar a voz poética à voz da pessoa criadora ou, ainda mais, ao género que a pessoa criadora representa. Deste modo, procura-se analisar como a heteronormatividade implícita, tanto nos hábitos de leitura como no âmbito político e social, estão a criar uma cegueira cultural que afecta a leitura da poesia contemporânea e que leva a encher os seus silêncios, automática e inconscientemente, com base num sistema de ideias considerado legítimo. A finalidade, portanto, será oferecer novas leituras que evidenciarão que utilizar a linguagem unicamente no seu sentido masculino e/ou neutral está a obstaculizar e ocultar a potencialidade com que conta a poesia. Para um estudo de caso proponho uma análise comparativa das obras poéticas da escritora galega Lupe Gómez e da portuguesa Adília Lopes por oferecerem uma achega significativa e muito enriquecedora do que estas novas leituras, sempre a partir das ideias de diferentes teóricas da literatura e de filósofas e pensadoras feministas e queer, nos podem aproximar e que se opõem às leituras mais clássicas ou comuns que uma boa parte da crítica realiza.
Autores principais:Lema París, Ánxela
Assunto:Poesia Queer Feminismos Performance Heteronormatividade Heteronormatividad
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Focando a atenção no papel que desenvolvem as diferentes vozes intratextuais na poesia de corte erótico e/ou amoroso, analisarei como se costuma estabelecer uma relação heteronormativa entre as vozes nos casos em que não existe uma marca de género explícita, já que, na tradição do modelo romântico de leitura de lírica que ainda persiste, tenta-se ligar a voz poética à voz da pessoa criadora ou, ainda mais, ao género que a pessoa criadora representa. Deste modo, procura-se analisar como a heteronormatividade implícita, tanto nos hábitos de leitura como no âmbito político e social, estão a criar uma cegueira cultural que afecta a leitura da poesia contemporânea e que leva a encher os seus silêncios, automática e inconscientemente, com base num sistema de ideias considerado legítimo. A finalidade, portanto, será oferecer novas leituras que evidenciarão que utilizar a linguagem unicamente no seu sentido masculino e/ou neutral está a obstaculizar e ocultar a potencialidade com que conta a poesia. Para um estudo de caso proponho uma análise comparativa das obras poéticas da escritora galega Lupe Gómez e da portuguesa Adília Lopes por oferecerem uma achega significativa e muito enriquecedora do que estas novas leituras, sempre a partir das ideias de diferentes teóricas da literatura e de filósofas e pensadoras feministas e queer, nos podem aproximar e que se opõem às leituras mais clássicas ou comuns que uma boa parte da crítica realiza.