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A dona de casa e a caravela transatlântica: estudo sócio-antropológico do imaginário salazarista

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Há, a nosso ver, a possibilidade de encarar os textos escolares do ensino primário do Estado Novo como um sistema cultural, como um sistema de símbolos em interacção, o que quer dizer, como uma rede ou uma teia de significações que se entrecruzam. Encarar os textos escolares deste ponto de vista, conduz-nos a identificação dos objectos discursivos como valores que exprimem crenças e sonhos. Estas crenças e estes sonhos integram um corpo simbólico, que ao mesmo tempo age sobre a vida real e a reflecte. Pois bern, propomo-nos indagar aqui até que ponto a rede simbólica que perpassa os textos escolares do Estado Novo repete e privilegia aquilo que Gilbert Durand chama de «imaginário profundo do povo português», cujos principais mitologemas, ou grandes grupos míticos, são o «salvador oculto», a «nostalgia do impossível», o «fundador vindo de fora» e a «transmutação dos actos».
Autores principais:Martins, Moisés de Lemos
Ano:1992
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Há, a nosso ver, a possibilidade de encarar os textos escolares do ensino primário do Estado Novo como um sistema cultural, como um sistema de símbolos em interacção, o que quer dizer, como uma rede ou uma teia de significações que se entrecruzam. Encarar os textos escolares deste ponto de vista, conduz-nos a identificação dos objectos discursivos como valores que exprimem crenças e sonhos. Estas crenças e estes sonhos integram um corpo simbólico, que ao mesmo tempo age sobre a vida real e a reflecte. Pois bern, propomo-nos indagar aqui até que ponto a rede simbólica que perpassa os textos escolares do Estado Novo repete e privilegia aquilo que Gilbert Durand chama de «imaginário profundo do povo português», cujos principais mitologemas, ou grandes grupos míticos, são o «salvador oculto», a «nostalgia do impossível», o «fundador vindo de fora» e a «transmutação dos actos».