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Aprender a ver em profundidade. A qualidade sem nome na obra de Fernando Távora

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nesta dissertação, “Aprender a ver em profundidade”, defende-se que a qualidade na arquitetura não tem de estar vinculada a um nome. Como exemplo prático deste conceito, previamente retratado por Chistopher Alexander, utiliza-se o arquiteto Fernando Távora, um dos que optou por não deixar a sua assinatura em cada uma das suas obras, como ponto de referência e caso de estudo. Para uma aproximação à forma como Távora alcança este princípio divide-se o estudo em diferentes segmentos, pois, para entender o todo, é necessário compreender as partes. Só se aprende a ver em profundidade quando se sabe aquilo que se procura; deste modo, divide-se a análise segundo três pontos chave que se julgam ser representativos da forma intemporal de construir de Fernando Távora: Lugar, Decoro e Conjuntura. A estes pontos está associada a análise de uma obra, onde se veem expressos de forma objetiva estes significados. As obras escolhidas foram a Secção da PSP em Guimarães (para o Lugar), o Anfiteatro do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (para o Decoro), e a casa Engenheiro Guilherme Álvares Ribeiro no Porto (para a Conjuntura). Numa segunda parte, os três pontos anteriormente estudados são aplicados à análise de uma só obra: o edifício sede da Assembleia de Guimarães. Com a análise deste projeto, tentou demonstrar-se que, mesmo nas obras menos divulgadas de Fernando Távora, existe uma qualidade sem nome bastante representativa da sua forma de pensar e olhar a arquitetura. Assim, este trabalho pretende ser uma ferramenta de auxílio ao projeto, que apresenta um modo alternativo de ver a arquitetura de Távora, para tentar alcançar uma forma de construir onde exista esta qualidade sem nome.
Autores principais:Correia, Nuno Miguel Pereira
Assunto:Ver Lugar Decoro Conjuntura Qualidade See Place Decorum Conjuncture Quality
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Nesta dissertação, “Aprender a ver em profundidade”, defende-se que a qualidade na arquitetura não tem de estar vinculada a um nome. Como exemplo prático deste conceito, previamente retratado por Chistopher Alexander, utiliza-se o arquiteto Fernando Távora, um dos que optou por não deixar a sua assinatura em cada uma das suas obras, como ponto de referência e caso de estudo. Para uma aproximação à forma como Távora alcança este princípio divide-se o estudo em diferentes segmentos, pois, para entender o todo, é necessário compreender as partes. Só se aprende a ver em profundidade quando se sabe aquilo que se procura; deste modo, divide-se a análise segundo três pontos chave que se julgam ser representativos da forma intemporal de construir de Fernando Távora: Lugar, Decoro e Conjuntura. A estes pontos está associada a análise de uma obra, onde se veem expressos de forma objetiva estes significados. As obras escolhidas foram a Secção da PSP em Guimarães (para o Lugar), o Anfiteatro do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (para o Decoro), e a casa Engenheiro Guilherme Álvares Ribeiro no Porto (para a Conjuntura). Numa segunda parte, os três pontos anteriormente estudados são aplicados à análise de uma só obra: o edifício sede da Assembleia de Guimarães. Com a análise deste projeto, tentou demonstrar-se que, mesmo nas obras menos divulgadas de Fernando Távora, existe uma qualidade sem nome bastante representativa da sua forma de pensar e olhar a arquitetura. Assim, este trabalho pretende ser uma ferramenta de auxílio ao projeto, que apresenta um modo alternativo de ver a arquitetura de Távora, para tentar alcançar uma forma de construir onde exista esta qualidade sem nome.