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A percepção da identidade europeia entre os jovens qualificados da nova vaga de emigração

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os movimentos migratórios sempre fizeram parte da história da Humanidade, sendo que este fenómeno evoluiu ao longo dos tempos, uma vez que era restrito e limitado. Actualmente, este conceito tem um carácter global e os movimentos migratórios têm vindo a intensificar-se. No contexto da União Europeia, as migrações assumem um carácter particular uma vez que, por efeitos dos Tratados constitutivos da União qualquer cidadão de um Estado-membro tem o direito a emigrar, seja por motivos profissionais ou outros, dentro das fronteiras da Europa Comunitária. A cidadania europeia veio acrescentar um conjunto de direitos e deveres do cidadão, sendo que, entre outros, veio vincular o direito à livre circulação. De forma a regular as migrações, foram desenvolvidas políticas europeias para as mesmas, tendo, também, o intuito de integrar os migrantes. As alterações socioeconómicas que atingiram a Europa, e, em particular Portugal,, especialmente a partir de 2008, afectaram a empregabilidade. O volume do desemprego e do emprego precário aumentaram. Consequentemente, verificou-se o aumento da emigração. Sendo os jovens, em particular os jovens com qualificações superiores, um dos segmentos etários mais afectados, estes encontraram na emigração a solução para este problema, sendo que, em Portugal, a emigração jovem aumentou em larga escala a partir de 2012. Neste trabalho de investigação, foi definido como objectivo principal analisar a ligação dos jovens portugueses qualificados que têm emigrado nos últimos anos com a UE e a identidade europeia. Procura-se perceber se o seu sentimento de pertença a uma Comunidade se tornou mais frágil ou fortalecido após a saída do país. Para isso foi realizado e colocado online um inquérito com 19 questões, direcionado a jovens emigrantes com qualificações superiores. Além de tentar perceber a ligação dos mesmos à UE, procura-se saber quais os motivos que os levaram a sair do país e quais as maiores diferenças e semelhanças entre Portugal e o país de acolhimento.
Autores principais:Gomes, Carla Alexandra Oliveira
Assunto:Emigração qualificada Identidade europeia Políticas de migração Cidadania europeia Migration Skilled emigration European identity
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os movimentos migratórios sempre fizeram parte da história da Humanidade, sendo que este fenómeno evoluiu ao longo dos tempos, uma vez que era restrito e limitado. Actualmente, este conceito tem um carácter global e os movimentos migratórios têm vindo a intensificar-se. No contexto da União Europeia, as migrações assumem um carácter particular uma vez que, por efeitos dos Tratados constitutivos da União qualquer cidadão de um Estado-membro tem o direito a emigrar, seja por motivos profissionais ou outros, dentro das fronteiras da Europa Comunitária. A cidadania europeia veio acrescentar um conjunto de direitos e deveres do cidadão, sendo que, entre outros, veio vincular o direito à livre circulação. De forma a regular as migrações, foram desenvolvidas políticas europeias para as mesmas, tendo, também, o intuito de integrar os migrantes. As alterações socioeconómicas que atingiram a Europa, e, em particular Portugal,, especialmente a partir de 2008, afectaram a empregabilidade. O volume do desemprego e do emprego precário aumentaram. Consequentemente, verificou-se o aumento da emigração. Sendo os jovens, em particular os jovens com qualificações superiores, um dos segmentos etários mais afectados, estes encontraram na emigração a solução para este problema, sendo que, em Portugal, a emigração jovem aumentou em larga escala a partir de 2012. Neste trabalho de investigação, foi definido como objectivo principal analisar a ligação dos jovens portugueses qualificados que têm emigrado nos últimos anos com a UE e a identidade europeia. Procura-se perceber se o seu sentimento de pertença a uma Comunidade se tornou mais frágil ou fortalecido após a saída do país. Para isso foi realizado e colocado online um inquérito com 19 questões, direcionado a jovens emigrantes com qualificações superiores. Além de tentar perceber a ligação dos mesmos à UE, procura-se saber quais os motivos que os levaram a sair do país e quais as maiores diferenças e semelhanças entre Portugal e o país de acolhimento.