Publicação
A exploração da fotografia para construção da evidência e empatia histórica: um estudo com alunos do secundário
| Resumo: | O relatório de estágio que aqui se apresenta provém da implementação do Projeto de Intervenção Pedagógica Supervisionada (PIPS), desenvolvido no decorrer do Mestrado em Ensino de História no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, do Instituto de Educação da Universidade do Minho. Procurámos realizar um estudo acerca do desenvolvimento da Evidência e Empatia Histórica, através do recurso a fotografias da época em estudo (Sociedade do Liberalismo). Este estudo foi implementado numa escola secundária de Braga com alunos do 11.º ano de escolaridade, do curso de Línguas e Humanidades. Procurou-se responder às questões: Que ideias prévias expressam os alunos sobre a Sociedade Burguesa do século XIX?; Que literacia visual apresentam os alunos em relação à exploração de fotografias?; Como exploram os alunos as fotografias em termos de evidência histórica?; Que questões colocam às fotografias?; Como se desenvolve a evidência histórica a partir da exploração desta fonte icónica?; Que mecanismos intervém na empatia histórica operada pelos alunos quando exploram fotografias alusivas à temática em estudo?; Como avaliam os alunos as potencialidades da fotografia para a promoção da evidência histórica, empatia histórica e orientação temporal e espacial na aprendizagem da História?. Os instrumentos de recolha de dados resultaram de tarefas que implicavam a análise de fotografia, bem como questionários de levantamento de ideias prévias e finais, assim como uma ficha de metacognição. Os materiais foram produzidos de acordo com os princípios do Construtivismo, com recurso a desafios de análise de documentos históricos. Os dados recolhidos foram analisados de acordo com as técnicas da Grounded Theory. Concluímos que os alunos progrediram nas suas análises, aprendendo a colocar questões às fontes visuais, embora mantivessem, por vezes, mecanismos de leitura que tratam a fotografia como um retrato fiel do passado. No âmbito da Empatia Histórica, os alunos demonstraram análises que se prendem, na maioria, com visões estereotipadas das pessoas do passado ou atribuem-lhes comportamentos anacrónicos típicos do seu quotidiano. |
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| Autores principais: | Barbosa, Andreia Sofia Ferreira |
| Assunto: | Burguesia Empatia histórica Evidência histórica Literacia Visual Bourgeoisie Historical empathy Historical evidence Visual literacy |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O relatório de estágio que aqui se apresenta provém da implementação do Projeto de Intervenção Pedagógica Supervisionada (PIPS), desenvolvido no decorrer do Mestrado em Ensino de História no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, do Instituto de Educação da Universidade do Minho. Procurámos realizar um estudo acerca do desenvolvimento da Evidência e Empatia Histórica, através do recurso a fotografias da época em estudo (Sociedade do Liberalismo). Este estudo foi implementado numa escola secundária de Braga com alunos do 11.º ano de escolaridade, do curso de Línguas e Humanidades. Procurou-se responder às questões: Que ideias prévias expressam os alunos sobre a Sociedade Burguesa do século XIX?; Que literacia visual apresentam os alunos em relação à exploração de fotografias?; Como exploram os alunos as fotografias em termos de evidência histórica?; Que questões colocam às fotografias?; Como se desenvolve a evidência histórica a partir da exploração desta fonte icónica?; Que mecanismos intervém na empatia histórica operada pelos alunos quando exploram fotografias alusivas à temática em estudo?; Como avaliam os alunos as potencialidades da fotografia para a promoção da evidência histórica, empatia histórica e orientação temporal e espacial na aprendizagem da História?. Os instrumentos de recolha de dados resultaram de tarefas que implicavam a análise de fotografia, bem como questionários de levantamento de ideias prévias e finais, assim como uma ficha de metacognição. Os materiais foram produzidos de acordo com os princípios do Construtivismo, com recurso a desafios de análise de documentos históricos. Os dados recolhidos foram analisados de acordo com as técnicas da Grounded Theory. Concluímos que os alunos progrediram nas suas análises, aprendendo a colocar questões às fontes visuais, embora mantivessem, por vezes, mecanismos de leitura que tratam a fotografia como um retrato fiel do passado. No âmbito da Empatia Histórica, os alunos demonstraram análises que se prendem, na maioria, com visões estereotipadas das pessoas do passado ou atribuem-lhes comportamentos anacrónicos típicos do seu quotidiano. |
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