Publicação
Memória social, média e comunicação intercultural
| Resumo: | Neste capítulo, discutimos o conceito de “memória social” e a sua relação com os processos identitários e as dinâmicas da esfera pública. O modo como cada grupo social interpreta o passado influencia o seu posicionamento no presente e as estratégias que delineia para o futuro. Neste sentido, o estudo da memória social é muito importante para compreender as relações interculturais no mundo contemporâneo. Ao evidenciar o caráter profundamente social, dinâmico e relacional da memória, o capítulo sublinha a sua centralidade nos processos de construção identitária, nas relações interculturais, nas disputas simbólicas no espaço público e na negociação de sentidos culturais. Ao analisar a memória social em articulação com os média, a educação e as práticas culturais, procurou-se assinalar o modo como as representações do passado são moldadas por enquadramentos hegemónicos, mas também desafiadas por narrativas contrahegemónicas que emergem de grupos historicamente minorizados. A diversidade de memórias manifesta-se nas múltiplas leituras da história, visíveis em manuais escolares e produções mediáticas, mas também nos discursos de jovens, evidenciando as disputas simbólicas em torno da memória pública e o seu papel na transformação social. Assim, compreender os mecanismos comunicativos da memória, bem como os seus usos políticos e simbólicos, é fundamental para promover uma cidadania crítica, inclusiva e consciente da pluralidade de vozes e experiências que compõem as nossas sociedades. Apesar dos avanços na investigação, a maioria dos estudos tem-se centrado na forma como os grupos minorizados são retratados pelos média, sendo ainda muito escassos os estudos sobre a agência das pessoas migrantes e racializadas na produção mediática e na forma como estão a fomentar ativamente processos de transformação social através de diferentes formas de ativismo mnemónico. |
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| Autores principais: | Cabecinhas, Rosa |
| Outros Autores: | Macedo, Isabel Moreira; Évora, Silvino Lopes |
| Assunto: | memória social média relações interculturais representações sociais da história ativismos |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Neste capítulo, discutimos o conceito de “memória social” e a sua relação com os processos identitários e as dinâmicas da esfera pública. O modo como cada grupo social interpreta o passado influencia o seu posicionamento no presente e as estratégias que delineia para o futuro. Neste sentido, o estudo da memória social é muito importante para compreender as relações interculturais no mundo contemporâneo. Ao evidenciar o caráter profundamente social, dinâmico e relacional da memória, o capítulo sublinha a sua centralidade nos processos de construção identitária, nas relações interculturais, nas disputas simbólicas no espaço público e na negociação de sentidos culturais. Ao analisar a memória social em articulação com os média, a educação e as práticas culturais, procurou-se assinalar o modo como as representações do passado são moldadas por enquadramentos hegemónicos, mas também desafiadas por narrativas contrahegemónicas que emergem de grupos historicamente minorizados. A diversidade de memórias manifesta-se nas múltiplas leituras da história, visíveis em manuais escolares e produções mediáticas, mas também nos discursos de jovens, evidenciando as disputas simbólicas em torno da memória pública e o seu papel na transformação social. Assim, compreender os mecanismos comunicativos da memória, bem como os seus usos políticos e simbólicos, é fundamental para promover uma cidadania crítica, inclusiva e consciente da pluralidade de vozes e experiências que compõem as nossas sociedades. Apesar dos avanços na investigação, a maioria dos estudos tem-se centrado na forma como os grupos minorizados são retratados pelos média, sendo ainda muito escassos os estudos sobre a agência das pessoas migrantes e racializadas na produção mediática e na forma como estão a fomentar ativamente processos de transformação social através de diferentes formas de ativismo mnemónico. |
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