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Desenvolvimento de magnetolipossomas baseados em nanopartículas de ferrite de cálcio para aplicações na entrega de fármacos antitumorais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente, o cancro tem-se apresentado como a doença que mais dificilmente se consegue diagnosticar pela sua atuação silenciosa e, cada vez mais, consegue arranjar estratégias para ultrapassar os tratamentos até agora desenvolvidos. Para além destes entraves, os tratamentos para combater esta doença têm sido apontados como ineficazes no que diz respeito à toxicidade e possivelmente a muitos efeitos secundários como a morte de células não cancerígenas. Neste âmbito foi necessário procurar alternativas para, de alguma forma, proteger as células não afetadas pela doença e para o tratamento ser mais direcionado e eficaz, onde a nanotecnologia tem dado passos largos neste sentido. Este trabalho teve como objetivo desenvolver magnetolipossomas (MLs) contendo nanopartículas magnéticas, neste caso, ferrite dopada com cálcio, para futura incorporação de um composto antitumoral. Estes dispositivos, para além de apresentarem propriedades biocompatíveis, têm o objetivo de serem facilmente direcionados para o local em tratamento através de um campo magnético externo e, para além de serem capazes de criar efeitos de hipertermia, o fármaco tem uma libertação controlada. Com o propósito de dispor de um método de preparação ideal, eficaz e com baixos custos, foi necessário testar vários métodos de preparação e identificá-los como promissores no que diz respeito também às propriedades finais das nanopartículas. Alguns métodos, nomeadamente com auxílio de surfactantes, resultaram em nanopartículas com dimensões relativamente reduzidas (~ 85 nm) e baixa polidispersividade, sendo provável a existência de NPs mais pequenas visivelmente comprovadas por imagens, relativas a um protocolo idêntico, contudo estas apresentavam-se bastante agregadas. Foram estudadas as propriedades fotofísicas de um composto potencialmente antitumoral incorporado em lipossomas, permitindo apurar a sua presença na bicamada lipídica, demonstrando que os magnetolipossomas poderão ser um veículo eficaz para transporte do mesmo a células alvo. Finalmente, foram feitos estudos de interação não específica entre MLs e células utilizando GUVs (vesículas unilamelares gigantes) como modelos de membrana celular. Esta avaliação foi feita através da técnica de FRET (transferência de energia ressonante de Förster), entre lípidos marcados com doadores de energia e sondas fluorescentes aceitantes incorporados nos magnetolipossomas.
Autores principais:Gavinho, Sílvia Rodrigues
Assunto:Ciências Naturais::Outras Ciências Naturais
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Atualmente, o cancro tem-se apresentado como a doença que mais dificilmente se consegue diagnosticar pela sua atuação silenciosa e, cada vez mais, consegue arranjar estratégias para ultrapassar os tratamentos até agora desenvolvidos. Para além destes entraves, os tratamentos para combater esta doença têm sido apontados como ineficazes no que diz respeito à toxicidade e possivelmente a muitos efeitos secundários como a morte de células não cancerígenas. Neste âmbito foi necessário procurar alternativas para, de alguma forma, proteger as células não afetadas pela doença e para o tratamento ser mais direcionado e eficaz, onde a nanotecnologia tem dado passos largos neste sentido. Este trabalho teve como objetivo desenvolver magnetolipossomas (MLs) contendo nanopartículas magnéticas, neste caso, ferrite dopada com cálcio, para futura incorporação de um composto antitumoral. Estes dispositivos, para além de apresentarem propriedades biocompatíveis, têm o objetivo de serem facilmente direcionados para o local em tratamento através de um campo magnético externo e, para além de serem capazes de criar efeitos de hipertermia, o fármaco tem uma libertação controlada. Com o propósito de dispor de um método de preparação ideal, eficaz e com baixos custos, foi necessário testar vários métodos de preparação e identificá-los como promissores no que diz respeito também às propriedades finais das nanopartículas. Alguns métodos, nomeadamente com auxílio de surfactantes, resultaram em nanopartículas com dimensões relativamente reduzidas (~ 85 nm) e baixa polidispersividade, sendo provável a existência de NPs mais pequenas visivelmente comprovadas por imagens, relativas a um protocolo idêntico, contudo estas apresentavam-se bastante agregadas. Foram estudadas as propriedades fotofísicas de um composto potencialmente antitumoral incorporado em lipossomas, permitindo apurar a sua presença na bicamada lipídica, demonstrando que os magnetolipossomas poderão ser um veículo eficaz para transporte do mesmo a células alvo. Finalmente, foram feitos estudos de interação não específica entre MLs e células utilizando GUVs (vesículas unilamelares gigantes) como modelos de membrana celular. Esta avaliação foi feita através da técnica de FRET (transferência de energia ressonante de Förster), entre lípidos marcados com doadores de energia e sondas fluorescentes aceitantes incorporados nos magnetolipossomas.