Publicação
A avaliação da capacidade para o trabalho em elementos policiais : um estudo de caso no comando da polícia de segurança pública de Braga
| Resumo: | O presente estudo foi efectuado com o objectivo de avaliar os efeitos das condições de trabalho na saúde, em particular os efeitos do trabalho por turnos e a sua interferência na capacidade parta o trabalho. Pretendeu-se Estudar a capacidade laboral e a situação de saúde, mediante a determinação do ICT e do perfil de saúde dos trabalhadores, relacionar o ICT dos trabalhadores com o seu perfil de saúde e analisar o impacto do trabalho por turnos na saúde e na capacidade laboral. Participaram neste estudo 327 polícias em serviço no Comando da Polícia de Segurança Pública de Braga. A metodologia utilizada centrou-se na aplicação do questionário do ICT e do questionário DUKE – PERFIL DE SAÚDE, ambos adaptados para a população portuguesa. A análise dos dados foi feita no SPSS, versão 15. Os resultados revelaram que os inquiridos apresenta uma situação de saúde com um “score de saúde geral” com (M=72,8; DP= 15,44). Quanto ao ICT, constatou-se que 42,5% dos inquiridos apresenta “Boa capacidade “para o trabalho, 29,4% “Moderada capacidade”, 19%, “ Excelente capacidade” e 9,2% tem uma “pobre capacidade” para o trabalho. Estes resultados apresentam valores abaixo, dos tidos como padrão para a população portuguesa, o que significa que estes trabalhadores devem ser avaliados com outros instrumentos e acompanhados. De entre as variáveis estabelecidas pelo DUKE – PERFIL DE SAÚDE, a correlação de Pearsons revelou a existência de uma correlação altamente significativa (p=.000) entre as variáveis consideradas, com excepção da “auto-estima” e o ICT, pelo que quanto melhor for a qualidade da saúde física, mental e social, melhor será a condição da capacidade para o trabalho. Não se provou que o trabalho nocturno interfira negativamente no ICT, pois para todos os grupos etários considerados, os valores do ICT dos sujeitos que trabalham por turnos nocturnos, não se distinguem dos que trabalham durante o dia. Provou-se que o ICT diminui com o aumento do tempo de serviço em regime de turnos com turno nocturno. |
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| Autores principais: | Pereira, Maria dos Anjos Gabriel |
| Assunto: | Índice de capacidade para o trabalho Trabalho por turnos Saúde Work ability index Health |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O presente estudo foi efectuado com o objectivo de avaliar os efeitos das condições de trabalho na saúde, em particular os efeitos do trabalho por turnos e a sua interferência na capacidade parta o trabalho. Pretendeu-se Estudar a capacidade laboral e a situação de saúde, mediante a determinação do ICT e do perfil de saúde dos trabalhadores, relacionar o ICT dos trabalhadores com o seu perfil de saúde e analisar o impacto do trabalho por turnos na saúde e na capacidade laboral. Participaram neste estudo 327 polícias em serviço no Comando da Polícia de Segurança Pública de Braga. A metodologia utilizada centrou-se na aplicação do questionário do ICT e do questionário DUKE – PERFIL DE SAÚDE, ambos adaptados para a população portuguesa. A análise dos dados foi feita no SPSS, versão 15. Os resultados revelaram que os inquiridos apresenta uma situação de saúde com um “score de saúde geral” com (M=72,8; DP= 15,44). Quanto ao ICT, constatou-se que 42,5% dos inquiridos apresenta “Boa capacidade “para o trabalho, 29,4% “Moderada capacidade”, 19%, “ Excelente capacidade” e 9,2% tem uma “pobre capacidade” para o trabalho. Estes resultados apresentam valores abaixo, dos tidos como padrão para a população portuguesa, o que significa que estes trabalhadores devem ser avaliados com outros instrumentos e acompanhados. De entre as variáveis estabelecidas pelo DUKE – PERFIL DE SAÚDE, a correlação de Pearsons revelou a existência de uma correlação altamente significativa (p=.000) entre as variáveis consideradas, com excepção da “auto-estima” e o ICT, pelo que quanto melhor for a qualidade da saúde física, mental e social, melhor será a condição da capacidade para o trabalho. Não se provou que o trabalho nocturno interfira negativamente no ICT, pois para todos os grupos etários considerados, os valores do ICT dos sujeitos que trabalham por turnos nocturnos, não se distinguem dos que trabalham durante o dia. Provou-se que o ICT diminui com o aumento do tempo de serviço em regime de turnos com turno nocturno. |
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