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A inteligência artificial na gestão de carteiras e na consultoria para investimento: fundamento da responsabilidade civil do intermediário financeiro pela utilização de robots advisors

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Resumo:É intrínseco ao ser humano criar, desenvolver e inovar. Por isso, é que o presente e o futuro são o digital e o tecnológico; por isso, é que determinadas atividades ganham destaque numa economia à escala global sem quaisquer limites. Mas, como lidar com tamanha evolução? Em que moldes o Direito deve responder? São os efeitos das mutações sentidas na sociedade em virtude da apelidada Indústria 4.0, designadamente da inteligência artificial, o mote para o presente estudo. Os avanços tecnológicos criam novas realidades, geram interrogações e, sobretudo, colocam problemas perante os quais o ordenamento jurídico não está apto a regular eficientemente. A expansão dos mercados financeiros e o desenvolvimento das atividades de intermediação financeira, onde o intermediário financeiro assume o papel principal e onde as ferramentas da inteligência artificial são convidadas a participar, geram uma convulsão jurídica, soando os alarmes para a responsabilização pelo (in)cumprimento das relações jurídicas. Assim, perante o recurso aos robots advisors, reclamam-se novas perspetivas e visões alternativas do instituto da responsabilidade civil no seio das atividades de gestão de carteiras e de consultoria para investimento. Será esse o destino da viagem pelo mundo da tecnologia, do digital e da intermediação financeira que agora se inicia.
Autores principais:Pereira, Célia Alexandra Dias
Assunto:Consultoria para Investimento Contrato de Gestão de Carteiras Inteligência Artificial Intermediário Financeiro Responsabilidade Civil Investment Advice Portfolio Management Contract Artificial Intelligence Financial Intermediary Civil Liability
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:É intrínseco ao ser humano criar, desenvolver e inovar. Por isso, é que o presente e o futuro são o digital e o tecnológico; por isso, é que determinadas atividades ganham destaque numa economia à escala global sem quaisquer limites. Mas, como lidar com tamanha evolução? Em que moldes o Direito deve responder? São os efeitos das mutações sentidas na sociedade em virtude da apelidada Indústria 4.0, designadamente da inteligência artificial, o mote para o presente estudo. Os avanços tecnológicos criam novas realidades, geram interrogações e, sobretudo, colocam problemas perante os quais o ordenamento jurídico não está apto a regular eficientemente. A expansão dos mercados financeiros e o desenvolvimento das atividades de intermediação financeira, onde o intermediário financeiro assume o papel principal e onde as ferramentas da inteligência artificial são convidadas a participar, geram uma convulsão jurídica, soando os alarmes para a responsabilização pelo (in)cumprimento das relações jurídicas. Assim, perante o recurso aos robots advisors, reclamam-se novas perspetivas e visões alternativas do instituto da responsabilidade civil no seio das atividades de gestão de carteiras e de consultoria para investimento. Será esse o destino da viagem pelo mundo da tecnologia, do digital e da intermediação financeira que agora se inicia.