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A intervenção farmacológica e não farmacológica na PHDA: a perspetiva dos profissionais de saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:É controversa a tendência de aumento da PHDA na infância/adolescência, mas inegável o incremento das taxas de prescrição farmacológica. Dado o papel dos profissionais de saúde neste processo, pretendeu-se indagar a sua perspetiva sobre o diagnóstico e intervenção nesta perturbação. Assim, realizaram-se entrevistas semiestruturadas a oito médicos e oito psicólogos, selecionados por métodos de amostragem não probabilísticos. Da análise de conteúdo, concluiu-se que o espectro de terapêuticas recomendadas para a PHDA é conhecido e mobilizado pelos profissionais de acordo com critérios de adequação e eficácia, numa análise ponderada custo-benefício. Este processo tem ainda outros intervenientes, responsáveis pela sinalização e encaminhamento dos casos (família e escola) que, acedendo facilmente aos serviços, depositam nos clínicos as expetativas de resolução rápida e eficaz, configurando um processo de pressão social para a prescrição farmacológica. Às terapêuticas não farmacológicas reconhece-se um papel eficaz, mas continuam a observar-se dificuldades de acesso e oferta oportuna e suficiente.
Autores principais:Miranda, Maria João
Outros Autores:Martins, Paula Cristina
Assunto:PHDA Crianças e adolescentes Diagnóstico Intervenção psicossocial Intervenção psicofarmacológica ADHD Children and adolescents Diagnosis Psychosocial intervention Psychopharmacological intervention
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:É controversa a tendência de aumento da PHDA na infância/adolescência, mas inegável o incremento das taxas de prescrição farmacológica. Dado o papel dos profissionais de saúde neste processo, pretendeu-se indagar a sua perspetiva sobre o diagnóstico e intervenção nesta perturbação. Assim, realizaram-se entrevistas semiestruturadas a oito médicos e oito psicólogos, selecionados por métodos de amostragem não probabilísticos. Da análise de conteúdo, concluiu-se que o espectro de terapêuticas recomendadas para a PHDA é conhecido e mobilizado pelos profissionais de acordo com critérios de adequação e eficácia, numa análise ponderada custo-benefício. Este processo tem ainda outros intervenientes, responsáveis pela sinalização e encaminhamento dos casos (família e escola) que, acedendo facilmente aos serviços, depositam nos clínicos as expetativas de resolução rápida e eficaz, configurando um processo de pressão social para a prescrição farmacológica. Às terapêuticas não farmacológicas reconhece-se um papel eficaz, mas continuam a observar-se dificuldades de acesso e oferta oportuna e suficiente.