Publicação
Fixando fronteiras incertas: cidadania, identidade e activismo gay e lésbico
| Resumo: | Esta comunicação toma como ponto de partida a temática do reconhecimento – social, político – num domínio particular: o das identidades sexuais. Foram propostas três questões para debate: partindo do ideal contemporâneo da igualdade, que mecanismos de reconhecimento accionar no que respeita ao caso das diferentes “orientações sexuais”? Saber se se justifica a existência de mecanismos de descriminação positiva? E como perspectivam os indivíduos as suas necessidades e expectativas de reconhecimento? Todas têm como pano de fundo a questão da justiça, situando-se, em última análise, no domínio de um “dever ser” que, como notou Weber (1983: 137), levanta “problemas que nenhuma ética pode solucionar de modo decisivo e unívoco”. No caso particular das sexualidades não normativas, as estratégias de reconhecimento – ligadas, em especial, à reclamação de uma forma particular de cidadania ligada à identidade – têm contribuído para reafirmar fronteiras e (re)produzir exclusões. |
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| Autores principais: | Brandão, Ana Maria |
| Assunto: | Activismo gay e lésbico Cidadania |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Esta comunicação toma como ponto de partida a temática do reconhecimento – social, político – num domínio particular: o das identidades sexuais. Foram propostas três questões para debate: partindo do ideal contemporâneo da igualdade, que mecanismos de reconhecimento accionar no que respeita ao caso das diferentes “orientações sexuais”? Saber se se justifica a existência de mecanismos de descriminação positiva? E como perspectivam os indivíduos as suas necessidades e expectativas de reconhecimento? Todas têm como pano de fundo a questão da justiça, situando-se, em última análise, no domínio de um “dever ser” que, como notou Weber (1983: 137), levanta “problemas que nenhuma ética pode solucionar de modo decisivo e unívoco”. No caso particular das sexualidades não normativas, as estratégias de reconhecimento – ligadas, em especial, à reclamação de uma forma particular de cidadania ligada à identidade – têm contribuído para reafirmar fronteiras e (re)produzir exclusões. |
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