Publicação
Crescimento económico entre economias com diferentes estruturas de financiamento dos sistemas financeiros
| Resumo: | O sistema financeiro funciona como um meio de intermediação entre diferentes agentes económicos, sendo fundamental no processo de mobilização das poupanças para o investimento, o que potencia o crescimento económico. O tipo de financiamento de uma economia tem sido distinguido entre sistema financeiro baseado no setor bancário (bank-based) e sistema financeiro financiado pelos mercados de capitais (market-based). O impacto da estrutura de financiamento de uma economia sobre o seu crescimento económico tem sido tema de debate. O presente estudo analisa a relação entre o crescimento económico e a estrutura de financiamento das economias, no conjunto dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (doravante OCDE). A análise tem particular foco no período de recuperação económica verificado após a crise financeira de 2007/2008. No âmbito da análise empírica são estimados modelos econométricos globais e parciais, considerando o período temporal de 1960 a 2017 e períodos mais restritos, incidentes sobre os períodos pré, durante e pós crise. Os resultados obtidos indicam que economias market-based tendem a apresentar maior crescimento económico. Contudo, as economias consideradas no estudo, detêm igualmente um desenvolvimento elevado dos seus mercados bancários, o que indica que o desenvolvimento das economias e a conjunção de ambas as estruturas de financiamento são a chave para uma recuperação económica mais rápida no período pós-crise. O investimento apresenta um impacto positivo sobre a taxa de crescimento do PIB per capita, sendo uma variável significativa e a que detém a maior capacidade explicativa, na maioria dos modelos estimados. Há também clara evidência de convergência condicionada, na medida em que um PIB inicial mais baixo aparece associado a taxas de crescimento mais altas. Já o grau de abertura ao comércio externo apresenta resultados algo contraditórios, alternando por vezes de sinal. No entanto, tende a ter um impacto negativo sobre o crescimento económico para períodos pós-crise, eventualmente devido ao efeito sistémico da crise financeira e das crises bancárias que se seguiram. |
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| Autores principais: | Magalhães, Liliana Raquel Rodrigues |
| Assunto: | Capitalização bolsista Crédito privado Crescimento económico Sistema financeiro Economic growth Financial system Private credit Stock market capitalization. |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O sistema financeiro funciona como um meio de intermediação entre diferentes agentes económicos, sendo fundamental no processo de mobilização das poupanças para o investimento, o que potencia o crescimento económico. O tipo de financiamento de uma economia tem sido distinguido entre sistema financeiro baseado no setor bancário (bank-based) e sistema financeiro financiado pelos mercados de capitais (market-based). O impacto da estrutura de financiamento de uma economia sobre o seu crescimento económico tem sido tema de debate. O presente estudo analisa a relação entre o crescimento económico e a estrutura de financiamento das economias, no conjunto dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (doravante OCDE). A análise tem particular foco no período de recuperação económica verificado após a crise financeira de 2007/2008. No âmbito da análise empírica são estimados modelos econométricos globais e parciais, considerando o período temporal de 1960 a 2017 e períodos mais restritos, incidentes sobre os períodos pré, durante e pós crise. Os resultados obtidos indicam que economias market-based tendem a apresentar maior crescimento económico. Contudo, as economias consideradas no estudo, detêm igualmente um desenvolvimento elevado dos seus mercados bancários, o que indica que o desenvolvimento das economias e a conjunção de ambas as estruturas de financiamento são a chave para uma recuperação económica mais rápida no período pós-crise. O investimento apresenta um impacto positivo sobre a taxa de crescimento do PIB per capita, sendo uma variável significativa e a que detém a maior capacidade explicativa, na maioria dos modelos estimados. Há também clara evidência de convergência condicionada, na medida em que um PIB inicial mais baixo aparece associado a taxas de crescimento mais altas. Já o grau de abertura ao comércio externo apresenta resultados algo contraditórios, alternando por vezes de sinal. No entanto, tende a ter um impacto negativo sobre o crescimento económico para períodos pós-crise, eventualmente devido ao efeito sistémico da crise financeira e das crises bancárias que se seguiram. |
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