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Modelos de referência e interoperabilidade no âmbito da Indústria 4.0: caso de demonstração PRODUTECH SIF na indústria transformadora

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O início da quarta era industrial veio revolucionar o setor, introduzindo inovações tecnológicas que surgem com a evolução da computação ao longo dos anos. A introdução deste conceito conduziu a uma mudança na forma de pensar o processo produtivo e toda a cadeia de valor, visto que, a indústria 4.0 promove a digitalização de todas as operações, agregando um grande fluxo de informação disponível para toda a cadeia. Para além desta digitalização, esta era trouxe consigo a necessidade de comunicação além-fronteiras, pois atualmente a produção vai muito para além das quatro paredes de uma fábrica exigindo uma conexão com todos os stakeholders, sejam eles internos ou externos à organização. No decorrer da industrialização, cada organização foi percorrendo caminhos independentes sem possuir uma preocupação evidente no estabelecimento de uma conexão interorganizacional, o que resultou num conjunto de ambientes heterogéneos. Este carácter de unicidade organizacional vem dificultar a conectividade entre as diferentes entidades, havendo assim a necessidade de definição de uma semântica comum para que desta forma seja possível a comunicação entre estas. Assim, surgem os modelos de referência I4.0, estes procuram a padronização de guidelines utilizadas de modo a garantir a interoperabilidade de sistemas e um mundo industrial conectado. Com esta motivação vários consórcios foram estabelecidos apresentando, aos dias de hoje, dois modelos de referência dominantes na área, o RAMI e o IIRA. Sendo um dos objetivos da Indústria 4.0, a garantia de uma unicidade na semântica adotada, pretende-se reunir os dois referenciais numa só arquitetura procurando as suas semelhanças e tendo por base a interoperabilidade entre os modelos. Desta arquitetura surgem, dois setores de desenvolvimento para o caso de demonstração, sendo eles: o estudo da informação gerada pela cadeia de produção, nomeadamente na abordagem ao cenário industrial e o levantamento de requisitos da plataforma que permite a gestão desses mesmos dados. Esta plataforma vem dar resposta à necessidade de monitorização e controlo das máquinas pertencentes ao chão de fábrica, possibilitando a digitalização de toda a informação e a garantia de uma interoperabilidade entre a linha de produção, a plataforma e as restantes aplicações externas. A análise desenvolvida permite salientar a importância de uma conectividade entre sistemas diferentes pois o estudo e análise dos dados que provêm dos sensores existentes nas máquinas pode proporcionar uma atuação atempada em caso de descontrolo ou ocorrência de falhas na linha de produção.
Autores principais:Carvalho, Márcia Sara Vieira Rodrigues
Assunto:Indústria 4.0 Modelos de referência Interoperabilidade Arquiteturas de interoperabilidade Industry 4.0 Reference models Interoperability Interoperability architectures
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O início da quarta era industrial veio revolucionar o setor, introduzindo inovações tecnológicas que surgem com a evolução da computação ao longo dos anos. A introdução deste conceito conduziu a uma mudança na forma de pensar o processo produtivo e toda a cadeia de valor, visto que, a indústria 4.0 promove a digitalização de todas as operações, agregando um grande fluxo de informação disponível para toda a cadeia. Para além desta digitalização, esta era trouxe consigo a necessidade de comunicação além-fronteiras, pois atualmente a produção vai muito para além das quatro paredes de uma fábrica exigindo uma conexão com todos os stakeholders, sejam eles internos ou externos à organização. No decorrer da industrialização, cada organização foi percorrendo caminhos independentes sem possuir uma preocupação evidente no estabelecimento de uma conexão interorganizacional, o que resultou num conjunto de ambientes heterogéneos. Este carácter de unicidade organizacional vem dificultar a conectividade entre as diferentes entidades, havendo assim a necessidade de definição de uma semântica comum para que desta forma seja possível a comunicação entre estas. Assim, surgem os modelos de referência I4.0, estes procuram a padronização de guidelines utilizadas de modo a garantir a interoperabilidade de sistemas e um mundo industrial conectado. Com esta motivação vários consórcios foram estabelecidos apresentando, aos dias de hoje, dois modelos de referência dominantes na área, o RAMI e o IIRA. Sendo um dos objetivos da Indústria 4.0, a garantia de uma unicidade na semântica adotada, pretende-se reunir os dois referenciais numa só arquitetura procurando as suas semelhanças e tendo por base a interoperabilidade entre os modelos. Desta arquitetura surgem, dois setores de desenvolvimento para o caso de demonstração, sendo eles: o estudo da informação gerada pela cadeia de produção, nomeadamente na abordagem ao cenário industrial e o levantamento de requisitos da plataforma que permite a gestão desses mesmos dados. Esta plataforma vem dar resposta à necessidade de monitorização e controlo das máquinas pertencentes ao chão de fábrica, possibilitando a digitalização de toda a informação e a garantia de uma interoperabilidade entre a linha de produção, a plataforma e as restantes aplicações externas. A análise desenvolvida permite salientar a importância de uma conectividade entre sistemas diferentes pois o estudo e análise dos dados que provêm dos sensores existentes nas máquinas pode proporcionar uma atuação atempada em caso de descontrolo ou ocorrência de falhas na linha de produção.