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Intervenção na saúde mental dos adolescentes nos Centros Educativos: um estudo exploratório

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O número de crianças e jovens diagnosticados com psicopatologias tem vindo a aumentar consideravelmente. No entanto, alguns adolescentes parecem ser especialmente vulneráveis ao desenvolvimento de problemas de saúde mental, como é o caso daqueles que se encontram a cumprir medidas privativas da liberdade dos sistemas de justiça. Em Portugal, são escassos os estudos referentes aos procedimentos de avaliação e intervenção nos problemas de saúde mental dos jovens nos Centros Educativos. Porém, existem indícios de práticas deficitárias neste domínio. Paralelamente, o uso de psicofármacos tem vindo a aumentar acentuadamente. Isto torna-se preocupante quando se tem em consideração os efeitos secundários destes medicamentos e o desconhecimento relativo às suas consequências a médio e longo prazo. Assim, o presente estudo teve como objetivo caraterizar os problemas de saúde mental dos jovens que se encontram nos Centros Educativos portugueses e as respetivas intervenções psicológicas e psicofarmacológicas adotadas. Para tal, foram entrevistados 12 especialistas e dez psicólogos destas instituições. Foi ainda aplicado um questionário aos diretores de cinco Centros Educativos, através do qual se obteve dados relativos a 95 jovens. Os resultados apontaram para uma elevada incidência de problemas comportamentais/interpessoais e emocionais nestes adolescentes. Contudo, os procedimentos de avaliação do estado de saúde mental revelam-se insuficientes, bem como as respetivas intervenções psicológicas implementadas. Cerca de metade dos jovens de quatro destas instituições encontrava-se a tomar psicofármacos. Colmatar as limitações identificadas da intervenção psicológica contribuirá não só para um maior bem-estar e ajustamento social nestes adolescentes, como para a diminuição de futuros custos humanos e financeiros e a redução da necessidade do uso de psicofármacos.
Autores principais:Ferreira, Cristiana Filipa Silva
Assunto:Saúde mental Psicofármacos Intervenção psicológica Centros Educativos Mental health Psychiatric drugs Psychological intervention Juvenile detention facilities
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O número de crianças e jovens diagnosticados com psicopatologias tem vindo a aumentar consideravelmente. No entanto, alguns adolescentes parecem ser especialmente vulneráveis ao desenvolvimento de problemas de saúde mental, como é o caso daqueles que se encontram a cumprir medidas privativas da liberdade dos sistemas de justiça. Em Portugal, são escassos os estudos referentes aos procedimentos de avaliação e intervenção nos problemas de saúde mental dos jovens nos Centros Educativos. Porém, existem indícios de práticas deficitárias neste domínio. Paralelamente, o uso de psicofármacos tem vindo a aumentar acentuadamente. Isto torna-se preocupante quando se tem em consideração os efeitos secundários destes medicamentos e o desconhecimento relativo às suas consequências a médio e longo prazo. Assim, o presente estudo teve como objetivo caraterizar os problemas de saúde mental dos jovens que se encontram nos Centros Educativos portugueses e as respetivas intervenções psicológicas e psicofarmacológicas adotadas. Para tal, foram entrevistados 12 especialistas e dez psicólogos destas instituições. Foi ainda aplicado um questionário aos diretores de cinco Centros Educativos, através do qual se obteve dados relativos a 95 jovens. Os resultados apontaram para uma elevada incidência de problemas comportamentais/interpessoais e emocionais nestes adolescentes. Contudo, os procedimentos de avaliação do estado de saúde mental revelam-se insuficientes, bem como as respetivas intervenções psicológicas implementadas. Cerca de metade dos jovens de quatro destas instituições encontrava-se a tomar psicofármacos. Colmatar as limitações identificadas da intervenção psicológica contribuirá não só para um maior bem-estar e ajustamento social nestes adolescentes, como para a diminuição de futuros custos humanos e financeiros e a redução da necessidade do uso de psicofármacos.