Publicação
Práticas organizacionais de conciliação entre o trabalho e a família: estudo de caso
| Resumo: | As mudanças sociais e demográficas das últimas décadas trouxeram um desafio crescente para a maioria dos trabalhadores que procuram responder às suas responsabilidades familiares e profissionais de uma forma satisfatória. Com a emergência do conflito entre o trabalho e a família muitas organizações adotaram a implementação voluntária de políticas de apoio à família (PAF’s) no sentido de facilitarem a gestão destas esferas. Neste trabalho de cariz qualitativo são apresentados quatro estudos de caso que foram realizados de modo a (1) identificar as políticas e práticas de conciliação entre o trabalho e a família que são disponibilizadas por um conjunto de empresas portuguesas; (2) caracterizar os fatores que explicam a ausência ou adoção de políticas e práticas de conciliação entre o trabalho e a família nessas empresas; e (3) identificar diferenças ao nível da cultura organizacional de apoio à família, analisando o impacto da cultura organizacional, nomeadamente o papel da gestão de topo, chefia direta e colegas de trabalho. Apesar do reconhecimento geral da importância deste tema, a maioria das organizações apresenta práticas informais de conciliação, soluções casuísticas como resposta a situações pontuais e práticas de caráter lúdico mais focadas na aproximação da família com a empresa. Existe uma perspetiva legalista sobre esta temática, onde o que é desenvolvido pela empresa insere-se no âmbito daquilo que a lei prevê em termos de licenças e ausências. A flexibilidade de horário é destacada como a prática mais significativa, mas prevalece como regra informal e aplicada ao critério de cada chefia. Para além disso, as funções menos qualificadas e sujeitas a um maior controlo tem menos acesso às PAF’s. O apoio da gestão de topo, chefias diretas e colegas de trabalho influencia a importância atribuída a este assunto na empresa e a existência de um ambiente de trabalho cooperante e compreensivo com as necessidades dos colaboradores. A perspetiva dos colaboradores é marcada pela individualização dos problemas de conciliação, demonstrando poucas expetativas em relação a uma postura mais apoiante da empresa. |
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| Autores principais: | Amorim, Sandra Noémia Alves de |
| Assunto: | Conciliação entre o trabalho e família Práticas organizacionais Práticas amigas da família Cultura organizacional de apoio à família Work-family balance Organizational practices Family-friendly policies Work-family culture support |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As mudanças sociais e demográficas das últimas décadas trouxeram um desafio crescente para a maioria dos trabalhadores que procuram responder às suas responsabilidades familiares e profissionais de uma forma satisfatória. Com a emergência do conflito entre o trabalho e a família muitas organizações adotaram a implementação voluntária de políticas de apoio à família (PAF’s) no sentido de facilitarem a gestão destas esferas. Neste trabalho de cariz qualitativo são apresentados quatro estudos de caso que foram realizados de modo a (1) identificar as políticas e práticas de conciliação entre o trabalho e a família que são disponibilizadas por um conjunto de empresas portuguesas; (2) caracterizar os fatores que explicam a ausência ou adoção de políticas e práticas de conciliação entre o trabalho e a família nessas empresas; e (3) identificar diferenças ao nível da cultura organizacional de apoio à família, analisando o impacto da cultura organizacional, nomeadamente o papel da gestão de topo, chefia direta e colegas de trabalho. Apesar do reconhecimento geral da importância deste tema, a maioria das organizações apresenta práticas informais de conciliação, soluções casuísticas como resposta a situações pontuais e práticas de caráter lúdico mais focadas na aproximação da família com a empresa. Existe uma perspetiva legalista sobre esta temática, onde o que é desenvolvido pela empresa insere-se no âmbito daquilo que a lei prevê em termos de licenças e ausências. A flexibilidade de horário é destacada como a prática mais significativa, mas prevalece como regra informal e aplicada ao critério de cada chefia. Para além disso, as funções menos qualificadas e sujeitas a um maior controlo tem menos acesso às PAF’s. O apoio da gestão de topo, chefias diretas e colegas de trabalho influencia a importância atribuída a este assunto na empresa e a existência de um ambiente de trabalho cooperante e compreensivo com as necessidades dos colaboradores. A perspetiva dos colaboradores é marcada pela individualização dos problemas de conciliação, demonstrando poucas expetativas em relação a uma postura mais apoiante da empresa. |
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