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Tecnologias de informação e comunicação e empreendedorismo: os novos paradigmas e aprendizagens de jovens empreendedores e as suas inovações tecnológicas

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Resumo:Os desafios que encontramos na Sociedade Digital, nesta modernidade líquida (Bauman, 2001), nos suscitam a pensar se estamos a ter a devida atenção com o sentido da educação dos jovens para terem uma intervenção ativa e cidadã na sociedade. Com esta pesquisa, procuramos observar alguns processos de mudança que a sociedade vem passando e suas interferências na construção de competências dos jovens, por meio da realização de um projeto que tem o intuito de avaliar se os eixos das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e do Empreendedorismo podem ajudar os jovens a aprender, a conviver em sociedade e, mais especificamente, integrarem-se no mundo do trabalho. O presente projeto se configura em uma investigação-ação, implementando o “Projeto Agentes Digitais”, o qual tem a participação de jovens do Brasil (Fortaleza) e de Portugal (Braga). Este tem como objetivo geral: Investigar as mudanças ocorridas na vida dos jovens ao inserir os eixos TIC e Empreendedorismo na formação e os impactos na inserção profissional dos jovens. A fundamentação teórica apresenta três grande temas: (i) transformações em rede e impactos na economia (setor da e-economia, particularmente, da economia criativa); (ii) inovação educativa nos territórios móveis e ubíquos; e (iii) educação para o Empreendedorismo e competências para Coempreender. Entendemos a educação empreendedora como o ato do jovem em projetar-se, buscar oportunidades e transformar a sua realidade. Diante destes desafios, trabalhamos com jovens (alunos do ensino médio/secundário) que criaram projetos os quais articularam o Empreendedorismo e as TIC, refletindo sobre o impacto social nas suas comunidades. O Método de investigação-ação promoveu um processo de retroalimentação do material do Projeto “Agentes Digitais”; nas fases deste ciclo (Planejamento, Ação, Observação e Reflexão), em duas etapas: Brasil (Fortaleza) e Portugal (Braga), contando ainda com uma terceira etapa, de reflexão conjunta, entre todos os atores, num processo de comunicação online e ubíquo. Durante a realização dos projetos que seguiram o Ciclo de Educação Empreendedora: (Sonhar/Conceber/Desenvolver/Implementar/Avaliar) vinculamos os estudos das competências desenvolvidas pelos jovens, por meio da construção de uma matriz de competências para empreender em rede - Coempreender. Como procedimentos de investigação, foram utilizados instrumentos variados para efetuar uma triangulação de dados, desde a observação participante, notas de campo, e-portefólios, informação documental, questionários, entrevistas, fórum e webconferência online Os principais resultados foram significativos, pois os jovens realizaram seus projetos, recorrendo a diversas tecnologias da web 2.0, que tiveram aplicabilidade em suas comunidades. Como oportunidade, o processo de construção da matriz de competências para Coempreender promoveu uma colaboração profícua e ajudou-nos a sinalizar alguns setores essenciais que podem repercutir na economia criativa. Demarcamos a necessidade de repensar a educação empreendedora como um processo colaborativo e cooperativo, que busque a formação de pessoas ativas, conforme relatos dos jovens sobre suas histórias de vida, em que se conquistou um novo entendimento sobre o empreender e uma curiosidade constante de continuar a sonhar e aprender a despeito das diversidades e adversidades. Isto nos faz querer voar mais alto nas pesquisas em relação à educação empreendedora e às TIC, pois percebemos a importância do sonho e da utopia na vida das pessoas e dos países, conforme Paulo Freire: “não há amanhã sem projeto, sem sonho, sem utopia, sem esperança, sem o trabalho de criação e o desenvolvimento de possibilidades que viabilizem a sua concretização” (Freire, 2001).
Autores principais:Souza, Karine Pinheiro de
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os desafios que encontramos na Sociedade Digital, nesta modernidade líquida (Bauman, 2001), nos suscitam a pensar se estamos a ter a devida atenção com o sentido da educação dos jovens para terem uma intervenção ativa e cidadã na sociedade. Com esta pesquisa, procuramos observar alguns processos de mudança que a sociedade vem passando e suas interferências na construção de competências dos jovens, por meio da realização de um projeto que tem o intuito de avaliar se os eixos das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e do Empreendedorismo podem ajudar os jovens a aprender, a conviver em sociedade e, mais especificamente, integrarem-se no mundo do trabalho. O presente projeto se configura em uma investigação-ação, implementando o “Projeto Agentes Digitais”, o qual tem a participação de jovens do Brasil (Fortaleza) e de Portugal (Braga). Este tem como objetivo geral: Investigar as mudanças ocorridas na vida dos jovens ao inserir os eixos TIC e Empreendedorismo na formação e os impactos na inserção profissional dos jovens. A fundamentação teórica apresenta três grande temas: (i) transformações em rede e impactos na economia (setor da e-economia, particularmente, da economia criativa); (ii) inovação educativa nos territórios móveis e ubíquos; e (iii) educação para o Empreendedorismo e competências para Coempreender. Entendemos a educação empreendedora como o ato do jovem em projetar-se, buscar oportunidades e transformar a sua realidade. Diante destes desafios, trabalhamos com jovens (alunos do ensino médio/secundário) que criaram projetos os quais articularam o Empreendedorismo e as TIC, refletindo sobre o impacto social nas suas comunidades. O Método de investigação-ação promoveu um processo de retroalimentação do material do Projeto “Agentes Digitais”; nas fases deste ciclo (Planejamento, Ação, Observação e Reflexão), em duas etapas: Brasil (Fortaleza) e Portugal (Braga), contando ainda com uma terceira etapa, de reflexão conjunta, entre todos os atores, num processo de comunicação online e ubíquo. Durante a realização dos projetos que seguiram o Ciclo de Educação Empreendedora: (Sonhar/Conceber/Desenvolver/Implementar/Avaliar) vinculamos os estudos das competências desenvolvidas pelos jovens, por meio da construção de uma matriz de competências para empreender em rede - Coempreender. Como procedimentos de investigação, foram utilizados instrumentos variados para efetuar uma triangulação de dados, desde a observação participante, notas de campo, e-portefólios, informação documental, questionários, entrevistas, fórum e webconferência online Os principais resultados foram significativos, pois os jovens realizaram seus projetos, recorrendo a diversas tecnologias da web 2.0, que tiveram aplicabilidade em suas comunidades. Como oportunidade, o processo de construção da matriz de competências para Coempreender promoveu uma colaboração profícua e ajudou-nos a sinalizar alguns setores essenciais que podem repercutir na economia criativa. Demarcamos a necessidade de repensar a educação empreendedora como um processo colaborativo e cooperativo, que busque a formação de pessoas ativas, conforme relatos dos jovens sobre suas histórias de vida, em que se conquistou um novo entendimento sobre o empreender e uma curiosidade constante de continuar a sonhar e aprender a despeito das diversidades e adversidades. Isto nos faz querer voar mais alto nas pesquisas em relação à educação empreendedora e às TIC, pois percebemos a importância do sonho e da utopia na vida das pessoas e dos países, conforme Paulo Freire: “não há amanhã sem projeto, sem sonho, sem utopia, sem esperança, sem o trabalho de criação e o desenvolvimento de possibilidades que viabilizem a sua concretização” (Freire, 2001).