Publicação
Trajetórias da avaliação externa das escolas em Portugal: impactos da avaliação institucional na autoavaliação
| Resumo: | A Avaliação Externa das Escolas (AEE), conduzida em Portugal pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), tem-se constituído um instrumento central na promoção da qualidade educativa. No entanto, os seus impactos na autoavaliação institucional revelam-se diferenciados, dependendo das condições organizacionais de cada escola. Este estudo teve como objetivo compreender os impactos da avaliação institucional na autoavaliação, analisando vinte e quatro relatórios de AEE relativos a agrupamentos de escolas dos distritos do Porto e de Braga, selecionados segundo trajetórias distintas de classificação entre o 2.º e o 3.º ciclo da avaliação (ascendente, constante e descendente). A análise de conteúdo, realizada com recurso ao software MAXQDA™, identificou seis categorias principais de feedback: projeto de autoavaliação, estratégia para a melhoria, impacto nas questões curriculares e pedagógicas, equipa de autoavaliação, comunidade educativa e impacto na melhoria organizacional. Os resultados evidenciam uma valorização crescente da autoavaliação no contexto da AEE, sobretudo a partir do 3.º ciclo, quando passou a constituir um domínio autónomo. Todavia, persistem fragilidades na sistematicidade e no rigor metodológico, especialmente em escolas com trajetórias descendentes. Já nas trajetórias ascendentes, a autoavaliação revelou-se mais consistente, articulada com o planeamento estratégico e apoiada no envolvimento da comunidade educativa e na capacitação das equipas. Conclui-se que os impactos da avaliação institucional na autoavaliação são condicionados pela qualidade do feedback e pelas capacidades organizacionais das escolas, salientando-se a necessidade de políticas de suporte que promovam a sustentabilidade e a efetividade destes processos no sistema educativo português. |
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| Autores principais: | Sousa, Joana Raquel Faria |
| Outros Autores: | Pacheco, José Augusto |
| Assunto: | Avaliação Institucional Avaliação Externa das Escolas Autoavaliação |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A Avaliação Externa das Escolas (AEE), conduzida em Portugal pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), tem-se constituído um instrumento central na promoção da qualidade educativa. No entanto, os seus impactos na autoavaliação institucional revelam-se diferenciados, dependendo das condições organizacionais de cada escola. Este estudo teve como objetivo compreender os impactos da avaliação institucional na autoavaliação, analisando vinte e quatro relatórios de AEE relativos a agrupamentos de escolas dos distritos do Porto e de Braga, selecionados segundo trajetórias distintas de classificação entre o 2.º e o 3.º ciclo da avaliação (ascendente, constante e descendente). A análise de conteúdo, realizada com recurso ao software MAXQDA™, identificou seis categorias principais de feedback: projeto de autoavaliação, estratégia para a melhoria, impacto nas questões curriculares e pedagógicas, equipa de autoavaliação, comunidade educativa e impacto na melhoria organizacional. Os resultados evidenciam uma valorização crescente da autoavaliação no contexto da AEE, sobretudo a partir do 3.º ciclo, quando passou a constituir um domínio autónomo. Todavia, persistem fragilidades na sistematicidade e no rigor metodológico, especialmente em escolas com trajetórias descendentes. Já nas trajetórias ascendentes, a autoavaliação revelou-se mais consistente, articulada com o planeamento estratégico e apoiada no envolvimento da comunidade educativa e na capacitação das equipas. Conclui-se que os impactos da avaliação institucional na autoavaliação são condicionados pela qualidade do feedback e pelas capacidades organizacionais das escolas, salientando-se a necessidade de políticas de suporte que promovam a sustentabilidade e a efetividade destes processos no sistema educativo português. |
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